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Habilidade

06/09/2012

Aluno de seis anos com Altas Habilidades assiste aulas técnicas

Habilidade

06/09/2012

Uma criança de seis anos que já lê fluentemente, tem noção de interpretação de texto, conhecimento em Matemática, uma inteligência surpreendente e ainda brinca como qualquer criança de sua idade. É o caso de André Felipe Mattes.

Ele estuda no Reino da Loucinha e participa do programa de Altas Habilidades/Superdotação da Escola 1º de Maio, sob orientação da professora Silvia Maria Jesuino Rocha. Na sala própria a estes alunos, com recursos multifuncionais, ela vem desenvolvendo e estimulando o maior interesse de André, que é a lógico-matemática, em parceria com o Instituto de Educação Profissional de Campo Largo (IEP). “Ele se interessa muito por robótica”, conta Silvia.

André participou de aulas de Processos de Usinagem, sob a supervisão do professor Edson Ferreira, e com a professora Nilcéia Silva aprendeu interpretação da geometria plana e dos sólidos. Com a turma do 2º ano Técnico em Mecânica, período noturno, assistiu aula de Trigonometria e noções de Física.

Silvia explica que foi diagnosticado Altas Habilidades em André pelo Instituto para Otimização da Aprendizagem – Inodap. Ela conta que os pais dele são muito amorosos e participativos, o incentivam para se desenvolver ainda mais e estão se adaptando ao nível avançado dele. “É o primeiro aluno que eu tenho com Altas Habilidades com este nível de desenvolvimento, com apenas seis anos”, relata Silvia, que presta atendimento especializado há seis anos.

O professor Edson Ferreira o ajudou a fazer uma porca e um parafuso, o que ele conseguiu entender muito bem e ainda explicou a outros alunos. Ainda o ensinou todo o processo de produção de um carro, com todos os detalhes e explicação das peças miniaturas, a importância do tamanho que cada uma é, muitas vezes milimétricas. “Ele entende toda a explicação e grava tudo, depois sai falando pra outras pessoas”, conta Silvia.

A Instituição de Ensino Técnico (IEP), dirigida por Stela Greggio, Gerson Bora e Patrícia Boufleur, se coloca à disposição para este e futuros projetos que possam atender às necessidades educacionais e sociais dos alunos com Altas Habilidades.

A professora Silvia está procurando alguma empresa que tenha interesse em ajudar a desenvolver este conhecimento de André e dê espaço para que ele consiga visualizar a construção de um produto final, como funciona toda a robótica, dentro de uma empresa.

Em outubro deste ano, ela quer levá-lo a participar de uma feira no Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Curitiba. Para isso, estão trabalhando em um projeto sobre geometria, com peças geoplanas. “Ele está estudando arestas, vértices, cálculos de graus, simplificação de frações. Está adorando, se empolga muito, mas ainda tenta controlar a emoção, é ansioso para lidar com tudo isso”, conta.

Silvia orgulha-se em contar que ele encontra caminhos diferentes dos tradicionais em todas as atividades, argumenta o que é explicado para ele. “Curioso, quer entender os motivos, é muito criativo. Quer criar regras difíceis para jogos”, detalha a professora, que utiliza o trabalho com crianças com Superdotação para desenvolver atividades de raciocínio e memória com alunos com dificuldades e distúrbios de aprendizagem.




 

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