05/09/2012
Fonte:AEN-PR
Representantes dos estados do Sul do País (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) discutiram nessa segunda e terça-feira (3 e 4), durante seminário em Porto Alegre, o gerenciamento e cadastramento de áreas contaminadas. O Paraná foi representado por técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que apresentaram ações do Governo do Estado para essa área, como recolhimento de agrotóxicos, destinação de resíduos perigosos, recuperação de solo em casos específicos, legislação, entre outros.
O objetivo do Seminário Sul-Brasileiro de Gerenciamento de Áreas Contaminadas é realizar um intercâmbio de experiências e discutir formas para atender a resolução nº 420/2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que determina aos estados o cadastro e o gerenciamento de áreas contaminadas. Cada estado apresentou as ações adotadas para identificar e remediar a contaminação tanto de solos como de reservas de água.
O IAP teve dois palestrantes no seminário: o presidente do órgão, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, e a engenheira química do Departamento de Atividades Poluidores do órgão, Ivonete Chaves.
De acordo com Mossato Pinto, a intenção foi transmitir aos participantes do encontro a preocupação do Estado em manter o meio ambiente saudável.“Procuramos explicar cada umas das nossas ações sobre o mapeamento de solo e alguns casos em que estamos atuando diretamente na descontaminação e recuperação de áreas contaminadas com resíduos tóxicos”, explicou.
O Estado apresentou os programas que estão sendo desenvolvidos pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos por meio do IAP, Instituto das Águas do Paraná e Instituto de Terras Cartografias e Geociências (ITCG) com o apoio técnico da Mineropar e Universidades públicas. As ações envolvem pesquisas, mapeamento, identificação de locais contaminados e reformas as áreas contaminadas.
Entre os casos apresentados no encontro estão o auxilio direto na recuperação de solo em casos específicos como da empresa Resicor/ Resimater – empresa que deveria fazer a reciclagem de mais de 11 mil tambores de tintas e solventes – em Jacarezinho (Norte Pioneiro) e o acidente ambiental ocorrido em 2000 no oleoduto da Refinaria Getulio Vargas (Repar), da Petrobrás, no Litoral do Estado.
Outra ação de sucesso apresentada aos participantes do encontro foi o trabalho feito pelo IAP e Instituto das Águas em parceria com a Secretária de Agricultura do recolhimento de embalagens de agrotóxicos, como BHC – de uso proibido no Estado. Os agricultores tiveram prazo para fazer uma auto-denúncia, entregando o material tóxico em lugares determinados sem que houvesse sanções legais. Nessa ação, o Estado recolheu e mandou para a destinação correta cerca de 800 toneladas dos resíduos.
Com base nas experiências trocadas pelos Estados, a gerente de Resíduos Perigosos do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Veloso, levará algumas propostas ao próprio ministério e ao Ibama. A ideia é contribuir para o desenvolvimento da melhor metodologia para atender a resolução.