Geral

Greve

31/08/2012

Escolas Estaduais aderem à greve

Greve

31/08/2012

Nesta quinta-feira, 30, aconteceu a paralisação das escolas estaduais do Paraná. Desde o último dia 28 professores e funcionários da Educação realizavam uma mobilização.

O Colégio Estadual Macedo Soares, por exemplo, funcionou na quarta-feira, 29, até às 10h15min, tendo as três primeiras aulas em horário normal e após não houve mais aula. No Colégio Estadual Clotário Portugal foi realizada a operação tartaruga com aulas de meia hora, até as 10 horas, e para o período da tarde até às 15h30min. Após, também foi realizada a paralisação, momento em que professores e funcionários fizeram um debate sobre a pauta da categoria.

O Dia 30 é marcado como Dia de Luto e Luta. Em Curitiba, houve uma grande passeata do Centro da cidade em direção ao Palácio Iguaçu, como é tradicional para a entidade, que relembra o dia em que Álvaro Dias atacou professores com bombas e cavalos em 1988. Na rede pública estadual são 74 mil professores e 28 mil funcionários, atendendo mais de 1,3 milhão de estudantes, em 2.139 escolas.

O protesto é para que o governo atenda as reivindicações que estão pendentes. Na quarta-feira, 29, o governador Beto Richa sancionou o projeto de lei que concede um reajuste salarial aos professores da rede estadual. Será realizado o pagamento de 6,66% à categoria, retroativo a julho deste ano. Outros 6,65% serão creditados ao salário dos professores a partir de outubro.

O aumento acumulado em 2012 pelos professores estaduais, considerando o índice de 5,1% concedido a todos os servidores no ano, chega a 19,55%. No ano passado o acréscimo total no salário do magistério foi de 12,80%. Segundo o governador Beto Richa, a medida sancionada dá continuidade ao processo de equiparação salarial dos professores aos demais servidores do Estado com ensino superior e adequação ao Piso Nacional dos Professores. “A educação é um instrumento de emancipação humana e social e que quando a educação avança todas as outras áreas avançam juntas, como a segurança, trabalho e saúde”, destacou.

Os professores ainda reivindicam a hora-atividade prevista na Lei Nacional do Piso do Magistério, na qual um terço da jornada de trabalho dos professores seja para capacitação dos educadores e preparo das aulas; aumento aos demais funcionários, promoções das categorias; criação de novo sistema de saúde mais eficaz e abertura de novos concursos públicos.

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