17/08/2012
Como entender duas crianças de oito e cinco anos cometerem furto?
17/08/2012
Como entender duas crianças de oito e cinco anos cometerem furto?
17/08/2012
Qual a influência que as crianças estão tendo para, desde cedo, entrarem na criminalidade? Furto é crime, independente do que está sendo levado. O caso do menino de oito anos e da menina de cinco anos que, nessa semana, furtaram brinquedos de duas lojas levanta uma reflexão sobre o assunto.
Segundo a psicóloga Daiane Castro, primeiro é preciso avaliar os pais para entender o ambiente familiar, pois elas podem estar inseridas em uma família em que isso é normal. “Elas entendem que isso é um modelo e vão reproduzir”, explica. Mas se for um ambiente familiar normal, é preciso analisar o ambiente social, os amigos na escola e também programas de televisão e jogos.
“A criança não nasce com isso, ela vai aprendendo de acordo com as informações que recebe”, enfatiza Daiane. Dependendo da programação que a criança é acostumada a ver, é comprovado cientificamente que ela fica mais violenta e também é influenciada por histórias negativas. Daiane alerta que se o problema for o contexto social em que a criança está inserida, os pais precisam trabalhar junto com um profissional da área e fazer diversas atividades para conhecer a criança e conseguir entender o que acontece; ou até mesmo tirar deste ambiente.
Daiane diz que com oito anos a criança tem consciência do que está fazendo e os pais têm que ensinar que roubar é errado. A menina de cinco anos ainda está em um processo de desenvolvimento neurológico e não tem noção das consequências, mas vai por influência.
Para avaliar estes casos é sempre importante englobar a família, pois é ela quem inicialmente vai contribuir para a formação de caráter e os valores. Depois, o ambiente social também influencia. “Quando a criança descobre o mundo, algumas coisas ela absorve e outras não. Às vezes aprende coisas que não são socialmente aceitáveis e fazem por achar legal. Pode sofrer de transtorno social e por não ter punição continua igual e sente prazer nisso”, explica.
As crianças foram encaminhadas pela Guarda Municipal ao Conselho Tutelar, mas logo entregues novamente aos pais. A reportagem da Folha não conseguiu mais informações a respeito da avaliação feita pelo Conselho e qual será o encaminhamento.