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Ajuda

03/08/2012

Mulher ameaçada de perder a guarda dos filhos precisa de ajuda da população

Ajuda

03/08/2012

Irene de Fátima Costa (45), mãe de três  filhos, dois dos quais menores (10 e 12 anos), pede ajuda da população, porque está ameaçada de perder os meninos caso não consiga um lugar para morar. Ela foi vítima de um desastre natural, desabamento da casa, na Rua Darci Costa, Jardim Social, em 2010, durante uma forte chuva, e escapou por um milagre, com as crianças. Metade da casa caiu num precipício de mais de 30 metros e ela perdeu tudo.

Sem ter onde morar, Irene, que é diarista, ganhou alguma coisa da população, na época, principalmente roupas, geladeira e até um televisor. Um vizinho, que tinha uma casa desocupada, nos fundos do seu imóvel, cedeu a casa para a família de Irene, até que ela conseguisse um lugar definitivo. O provisório ficou permanente, mas o vizinho agora está pedindo a casa, e ela não tem para onde ir.

Filho

“Não sei o que fazer, porque se eu não tiver onde morar, corro o risco de perder os meus filhos, que  poderão ser tomados pelo Conselho”, disse ela. “Até pensei em dar os meninos para uma família rica, mas tenho dó de ficar sem eles”, explicou. Os meninos, segundo informou, estão estudando e ela precisa morar lá perto de onde está, na Rua Darci Costa. “Se eu ganhar umas tábuas, prego e uns tijolos e cimento, acho que posse construir uma casinha lá perto, num terreno abandonado”, disse ela.

Irene recebe R$ 100,00 todos os meses, do Bolsa Família, e trabalha dois dias por semana, como diarista. O dinheiro dá apenas para pagar a água e a luz. Ela ganha uma cesta básica, de uma empresa local e o pouco de dinheiro que resta é utilizado para o transporte e para complementar a alimentação e roupas dos filhos.

No dia em que a casa de Irene desabou, choveu em Campo Largo, em cinco horas, mais do que estava previsto para todo o final do mês. A intensidade das chuvas causou alagamento em vários pontos da cidade. Ela e os filhos perderam tudo, saíram só com as roupas do corpo.

Por enquanto, Irene não tem onde morar, tem apenas um telefone celular (8876-0789), através do qual ela espera receber a ajuda que necessita.

 

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