29/06/2012
Sindicato repudia importação de louça e porcelana chinesa
29/06/2012
Sindicato repudia importação de louça e porcelana chinesa
29/06/2012
O desembarque de 180 toneladas de louça e porcelana chinesa, no último dia 16, em Campo Largo, provocou reação da indústria de cerâmica, louça e porcelana do Município. O presidente do Sindilouça, José Canisso, disse que a importação de produto chinês não beneficia a economia do Município. “Desta forma estamos criando mais empregos na China”, explicou o sindicalista patronal, lamentando que isso pode provocar desemprego aqui.
Canisso lembrou que a indústria de louça e porcelana é responsável por 2.800 empregos diretos e mais de seis mil indiretos, no Município. Lamenta que o Brasil esteja importando, anualmente, mais de 84 milhões de peças de louça e porcelana da China, produto que considera “de qualidade inferior ao produzido em Campo Largo, além do perigo de contaminação por chumbo e Cádmio”.
Prejuízo
Para Canisso, a importação de louça e porcelana da China é prejudicial à saúde econômica do Município, por várias razões. “Nossa indústria é responsável por 50% da arrecadação de impostos em Campo Largo e é a 5ª em contribuição para o Sistema “S” Sesi/Senai, no Paraná, responsável pela formação de mão-de-obra para todas as indústrias do Estado, e isso fica prejudicado com a invasão chinesa”, acrescentou.
O Sindilouça está, atualmente, em conversa com a classe trabalhadora, através do Sindicato dos Trabalhadores, que reivindica aumento no piso salarial. “Não temos condições de dar mais”, afirma, apontando problemas no custo da mão-de-obra, nos custos sociais e na queda de vendas, com a crise econômica internacional e a invasão dos chineses. Ele não mensurou, mas disse que a importação pode causar prejuízos irrecuperáveis à economia do Município.