26/06/2012
Congressistas vêm ao Paraná para investigar violência contra mulheres
26/06/2012
Congressistas vêm ao Paraná para investigar violência contra mulheres
26/06/2012
Fonte:G1.com
Deputados e senadores que fazem parte da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga a violência contra as mulheres no país estiveram nesta segunda-feira em Curitiba. Eles vieram analisar os fatores que fazem do estado o terceiro no ranking dos mais violentos do Brasil, no que se refere a homicídios contra mulheres.
Veja a reportagem do ParanáTV 2ª edição, da RPC TV
Dados do Mapa da Violência apontam que, no Paraná, há seis homicídios contra mulheres para cada 100 mil habitantes. A média nacional é de quatro para o mesmo grupo de 100 mil habitantes.
Além disso, a segunda cidade que registra o maior número proporcional de assassinatos contra mulheres também fica no estado. Em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, os números apontam 24 mulheres assassinadas para cada 100 mil habitantes.
Os dados trazidos pelos parlamentares mostram também que a maior parte das vítimas da violência tem entre 15 e 40 anos e que, 70% das agressões acontecem dentro de casa. Os agressores normalmente são os maridos ou namorados.
Para os parlamentares, uma das causas para os altos índices de violência é o fato de haver poucas denúncias contra os homens. “Nós [no Paraná] não temos centros de referência ou as casas de passagem. Quando a mulher denuncia o agressor, quando ela está sendo ameaçada, e ela faz a denúncia, ela precisa ser protegida”, diz a deputada federal Rosana Ferreira (PV-PR).
Outro dado que os parlamentares levantaram é que no Paraná, a liberação das ordens que fazem os agressores se afastarem das mulheres demora muito a sair. Pela lei, a Justiça deveria conceder os mandatos em até dois dias. Porém, no estado, um processo como esse pode levar até seis meses para ser concluído. “É preciso se pensar também em uma forma de fiscalizar essa medida protetiva, porque na maioria das vezes, os agressores não cumprem as medidas protetivas”, diz a relatora da CPMI, senadora Ana Rita (PT-ES).