25/06/2012
Seis meses após ter sido lançado, o Plano Nacional de Enfretamento ao Crack mobilizou até o momento apenas quatro estados, que assinaram termos de cooperação com o governo federal. O Paraná está fora da lista. Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Sul são os únicos que oficializaram adesão ao programa “Crack, é possível vencer”.
O número de adesões representa a metade do estabelecido como meta pela União até junho deste ano. O atual plano, lançado em dezembro do ano passado, foi o segundo programa de combate à epidemia do crack lançado no país em um intervalo de dois anos. A previsão é de que sejam investidos R$ 4 bilhões até 2014, com ações estruturadas em três eixos: tratamento, prevenção e policiamento.
O Paraná ainda analisa a adesão ao programa de combate à epidemia do crack. A expectativa é de que a formalização aconteça ainda neste ano. No entanto, a coordenadora do Comitê Interssecretarial de Saúde Mental do governo estadual, Larissa Sayuri Yamaguchi, explica que o fato de o Paraná não ter formalizado o ingresso no plano não impede que ocorram repasses.
“O fato de não termos aderido não traz efeitos negativos em termos de investimentos. Isso porque, independentemente da adesão, os recursos podem ser solicitados à União”, explica Larissa. Segundo ela, o principal diferencial do programa é a construção dos Caps-AD III, que funcionam 24 horas. “O Paraná tem projetos que estão sob análise para a implantação de três Caps-AD, em Curitiba, em Piraquara e em Guarapuava”, explica.