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Trabalhadores e patrões sentam à mesa para negociar reajuste salarial

Trabalhadores e patrões sentam à mesa para negociar reajuste salarial

15/06/2012

Mais de 2.800 trabalhadores das indústrias de Louça, Cerâmica e Porcelana de Campo Largo aguardam o resultado da negociação salarial, que já se arrasta há mais de um mês. Eles reivindicam um reajuste de 15%, e as empresas se dispunham a dar apenas 5%, no início das discussões. Na tarde desta Quinta-feira (14), nova reunião foi realizada, na sede do Sindicato da classe patronal, onde os patrões refizeram a contraproposta, elevando o índice oferecido para 7%, que os trabalhadores deverão discutir nesta Sexta-feira.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Paulo Andrade, considera ainda pequena, a oferta dos patrões, mas acredita que os trabalhadores poderão aceitar um percentual menor do que o pedido inicialmente, podendo fechar em algo em torno de 10 a 12%. “Tudo depende da decisão dos nossos companheiros em Assembleia Geral, que marcamos para esta Sexta-feira (15)”, disse Paulo.

Dificuldades
O presidente do Sindilouça, José Canisso, conversou com a Reportagem da Folha, a respeito da situação que as empresas enfrentam, hoje. Segundo ele, pesa sobre a planilha de custos das empresas, a pressão provocada pela invasão da louça chinesa, que chega ao Brasil a preços muito baixos, apesar do aumento do Dólar, além de reajuste da energia, impostos e uma série de outros ítens. “Nossa oferta para o reajuste é de 7%, chegamos ao máximo possível”, explicou ele.
Os trabalhadores, segundo Paulo Andrade, se as negociações não evoluirem, “vão entrar com um pedido de Mesa Redonda, no Ministério Público do Trabalho, para tentar resolver a situação, uma vez que os patrões se mostram intransigentes e o nosso piso encontra-se defasado”. Paulo lembrou que “não há interesse da categoria em decretar greve no setor, mas se a paralisação for necessária para forçar os patrões a atenderem as reivindicações da classe trabalhadora, nós faremos greve”.

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