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A Sustentabilidade campo-larguense

A Sustentabilidade campo-larguense

15/06/2012

No momento em que o mundo discute a Sustentabilidade, na Rio+20, nós, os campo-larguenses, poderíamos fazer uma reflexão profunda sobre o que nós estamos fazendo para garantir aos nossos descendentes, uma cidade mais limpa, um Meio Ambiente mais saudável. Esse “nós”, não deve ser apenas poder público que, aqui em Campo Largo, tem demonstrado algumas iniciativas benéficas à sustentabilidade do planeta, como a coleta seletiva do lixo (que apresenta muitas deficiências), a coleta de óleo de cozinha, de óleo lubrificante, a coleta de pneus, o plantio de árvores.
O cidadão campo-larguense, comprometido com a defesa ambiental do planeta precisa, antes de mais nada, incorporar em seu dia-a-dia, os “Três Rs”, Reciclar, Reduzir e Reaproveitar. Porque é no comportamento de cada cidadão que começa a sustentabilidade do planeta. Precisamos reduzir o consumo de tudo, mas principalmente de produtos que mais exigem da Natureza, como combustiveis fósseis e seus derivados, como o plástico, e metais. Esta educação começa na infância, nos cuidados na separação dos produtos recicláveis, no uso racional da água, na destinação correta dos efluentes domiciliares.
Campo Largo ainda não tem rede de esgoto em todas as ruas, em todos os bairros. Nosso índice ainda está muito longe dos 50% de coleta e tratamento, quando deveríamos estar entre 90 e 100%. Nossos rios ainda estão poluídos e o nosso ar não está entre os melhores do Estado. E cabe a nós, cidadãos, cobrarmos do poder público, esse direito do qual todos somos merecedores, porque pagamos, e pagamos muito caro, em impostos e taxas que nos são cobrados, muitas vezes de forma extorsiva, pelos governos que se sucedem e governam quase sempre de costas para o povo.
Em Outubro próximo teremos eleições municipais, quando escolheremos os nossos representantes mais próximos, prefeito, vice e vereadores. Será um bom momento para refletirmos sobre a sustentabilidade da nossa cidade, sobre o legado que deixaremos para os nossos filhos. Há, inclusive, o medo de não termos o amanhã, se continuarmos a agir sem nos preocuparmos com o futuro da nossa cidade, e do nosso planeta. Depende de nós, se deixaremos rios, terra e ar, poluídos, ou se eles - os nossos descendentes - terão água pura para matar a sede, terra limpa para plantar e produzir alimentos e ar puro para respirar.
A Rio+20 discute tudo isso, o nosso futuro, mas nós podemos fazer a diferença, se cada um fizer a sua parte.

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