11/06/2012
Maioria dos acidentes de trânsito ocorrem das 17h às 20h, aponta DPVAT
11/06/2012
Maioria dos acidentes de trânsito ocorrem das 17h às 20h, aponta DPVAT
11/06/2012 Fonte: Band.com.br
O motorista deve redobrar a atenção ao dirigir entre 17h e 20h. É nesse horário que acontece a maioria dos acidentes de trânsito, segundo as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT em todo Brasil de janeiro a março deste ano. Dos 97.542 mil pagamentos, 25% foram para pessoas envolvidas em batidas ocorridas nessas três horas.
A madrugada (de 0h às 5h59), considerada por muitos como o horário mais perigoso, responde por 12% das ocorrências. O anoitecer é considerado o horário mais crítico para o motorista por causa da passagem do dia para a noite. “É um período de baixa visibilidade, que compromete a visão”, diz o diretor presidente da Seguradora Líder do Seguro DPVAT, Ricardo Xavier.
O fim de tarde também costuma ser o período de maior movimento de veículos nas ruas. “O motorista ainda não ligou o farol e pode não ver o carro à frente devido a baixa luminosidade”, afirma o presidente. O DPVAT é um seguro obrigatório que ampara vítimas de acidentes , não importando quem seja o responsável pela ocorrência.
O pagamento oferece três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médico-hospitalares. O número de indenizações pagas nessas três categorias aumentou 27% nos três primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Para feito de comparação, a frota somou 34,9 milhões de unidades em 2011, crescimento de 7% em relação a 2010. E o número de reembolsos, porém, pode ser maior pois a vítima tem até três anos para entrar com o pedido.
Em relação aos tipos de reembolso, os por sequelas tiveram o maior aumento: 35%, passaram de 47.533 em 2011 para 64.220 este ano. As principais vítimas têm entre 18 e 34 anos e motociclistas respondem por 30% dos reembolsos pagos por causa de morte.
O Sudeste concentra a maioria das indenizações (33%), seguido do Sul (27%) e Nordeste (21%). “Os dados causam preocupação. A mobilização contra os acidentes deve ser ampliada. É fundamental que os governos se mobilizem”, diz Xavier.