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Escolas

08/06/2012

Meninas são mais agressivas que meninos nas escolas

Escolas

08/06/2012

Ao contrário do que muitos podem pensar ou pelo menos ao contrário do que acontecia até há poucos anos, atualmente as meninas são as que mais se envolvem em confusão nas escolas, precisando até de interferência do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária – BPEC. São muitos os casos de alunos que desrespeitam os professores, envolvem-se em agressões, fazem bullying, têm comportamentos indisciplinares, consomem bebidas alcoólicas e fumam na própria escola. O local de ensino não é mais levado a sério por algumas pessoas.
Em entrevista com a soldado Danyelle e o sargento Jacomasso, do BPEC, eles contaram os casos mais comuns em que são chamados nas escolas, reflexo da falta de orientação dos pais, que faz com que muitos jovens não tenham limites e respeito ao próximo. São situações que as pedagogas não conseguem mais controlar e precisa pedir ajuda do Batalhão. Segundo eles, muitas vezes alguns pais não têm tempo de fazerem seus papéis e querem que a escola tenha essa responsabilidade.
Comum acontecer dos alunos não quererem entrar na sala de aula após o recreio e gerar aquele tumulto. Ainda tem os que saem de casa, mas ficam nas redondezas no colégio e alguns que quando vão para a aula ficam dormindo na carteira. “Não querem mais ir para a escola para estudar”, comenta Jacomasso.
O descaso chega até ao uso de drogas lícitas e ilícitas nas dependências das escolas. Em alguns casos há denúncia de alguns alunos à direção da escola, que então chama o BPEC, que revista os materiais dos alunos e depois procuram saber quem vendeu, sob pena do Artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê detenção de dois a quatro anos ao infrator e multa ao estabelecimento. Somente neste ano Em Campo Largo já foram três casos de alunos com bebida alcoólica.
Na maioria das brigas são as meninas que estão envolvidas. E os motivos geralmente são por ciúme de meninos ou até mesmo porque uma é mais bonita que a outra. “Estes dias uma menina cortou o cabelo da outra porque ela ia participar de um concurso de beleza”, conta a soldado Danyelle. “Há muita intolerância ao outro. Um olhar já é motivo de briga”, explica o sargento Jacomasso. Em casos de bullying, é feito reunião com os pais dos envolvidos e há casos em que precisa encaminhar para o Conselho da Criança e do Adolescente para acompanhamento psicológico. E para cyber bullying encaminham primeiramente para delegacia especializada.
Orientação
O BPEC e o Proerd fazem trabalhos de orientação aos alunos nas próprias escolas. São palestras que podem ser solicitadas pela direção da escola, ou eles mesmos se oferecem a fazer o trabalho. São abordados temas que mais se relacionem com a realidade da instituição.
Os policiais aconselham que os alunos evitem aglomerações na entrada e saída das escolas, que não chamem amigos (as) ou namorados (as) para ficarem na frente da escola. Isso gera tumulto e pode até ser perigoso, pois é um local de circulação de veículos e principalmente ônibus e vans escolares.
Quando alguém tiver alguma informação de algo que esteja acontecendo na escola ou por exemplo alguma briga que está marcada para acontecer, favor avisar a direção da escola, que tomará a atitude certa e solicitará o atendimento do BPEC. Denúncias também podem ser feitas pelo 190 ou 181.
A Patrulha Escolar é realizada em Campo Largo, Balsa Nova e Campo Magro. Para essas três regiões, há apenas quatro policiais, dois que atuam das 7 às 15 horas e dois que realizam os serviços das 15 às 23 horas. Para o Proerd são mais quatro policiais, que atendem esses três municípios e ainda Contenda e Almirante Tamandaré.

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