A saída do secretário das Cidades, Guto Silva, marcada para 4 de abril, não é apenas administrativa. É política — e das grandes.
O movimento, combinado previamente com o governador Ratinho Junior, inaugura oficialmente a fase pré-eleitoral dentro do Palácio Iguaçu. Traduzindo: começa a corrida real pela sucessão de 2026.
Guto não deixa o governo como coadjuvante. Sai depois de ocupar posições estratégicas — Casa Civil, Planejamento e Cidades —, sendo um dos poucos nomes que atravessaram praticamente todo o ciclo do atual governo com protagonismo.
Nos bastidores, há consenso de que ele ajudou a estruturar o modelo que sustenta a alta aprovação da gestão estadual: contas equilibradas, investimentos contínuos e forte presença nos municípios.
O Asfalto Novo, Vida Nova e o Ilumina Paraná viraram vitrines administrativas e também ativos políticos relevantes. Prefeitos sabem disso.
A pergunta que passa a circular agora não é mais se haverá disputa interna na base, mas como o governador conduzirá a unidade do grupo. Ratinho Junior entra no momento mais delicado do seu legado: escolher o caminho sem dividir o campo político que construiu.
A saída de Guto Silva, portanto, funciona como sinal verde. O jogo começou — e a sucessão deixou de ser conversa reservada para virar realidade política no Paraná.