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Campo Largo registra avanço cultural e incorpora prédio histórico na região central ao município

Campo Largo registra avanço cultural e incorpora prédio histórico na região central ao município

A política cultural de Campo Largo atravessa um momento de expansão estrutural e de alcance, seja com aumento no número de atividades, fortalecimento da integração com o turismo e maior circulação de pessoas nos espaços públicos. Essa é a avaliação da secretária municipal de Cultura e Turismo, Dorotéa Stoco, junto de toda a equipe que forma a secretaria, que também confirmou a incorporação definitiva ao município do prédio onde hoje funciona a secretaria, espaço que, por anos, pertenceu ao Governo do Estado e abrigou serviços de saúde, como o antigo Posto de Saúde do Centro e também a Farmácia Especial, até se tornar sede da Cultura. 
De acordo com a secretária, o crescimento da cultura no município pode ser observado tanto na ampliação das oficinas quanto na adesão da população às atividades e eventos promovidos ao longo do ano. “De um ano para o outro, nós ampliamos muito as possibilidades culturais. Oferecemos oficinas, apresentações e atividades nos quatro cantos da cidade, muito também por conta da Política Nacional Aldir Blanc. Neste ano teremos novamente um volume significativo de recursos, com mais de R$ 1 milhão destinados aos fazedores de cultura, o que vai permitir a abertura de novos editais para projetos culturais”, disse em entrevista à Folha de Campo Largo.
Atualmente, centenas de alunos participam diretamente das oficinas culturais, distribuídas em diferentes espaços como a Casa da Cultura, o CEU do Jardim Meliane e o CEU da Ferraria. No entanto, segundo Dorotéa, esse número não reflete a totalidade do impacto das ações. “Só nas oficinas são mais de 500 estudantes, mas quando consideramos a visitação do Museu Histórico de Campo Largo, os eventos, os shows, as atividades maiores como a Rua da Cultura, a Zumba, o Flashback e outras ações integradas, estamos falando de milhares de pessoas. É um movimento muito expressivo, que hoje já faz parte da rotina da cidade”, destaca.
As oficinas atendem públicos diversos, desde crianças até idosos, com atividades como desenho, costura, artesanato, violão, capoeira, jiu-jitsu, Libras, italiano e práticas culturais voltadas à terceira idade. Há ainda projetos específicos, como o “Cores da Infância”, além de iniciativas como o Coral Nossa Cidade, que tem inscrições abertas até o dia 31 de março para pessoas maiores de 18 anos que desejam participar, e a orquestra Big Band, que voltará a realizar ensaios frequentes, para apresentações especiais na cidade.
“A gente procura atender a demanda. Se há interesse da comunidade, nós avaliamos a possibilidade de abrir novas turmas ou novas oficinas. A cultura precisa ser construída junto com as pessoas”, pontua.



Eventos lotados e fortalecimento da identidade cultural
Para a secretária, um indicativo do crescimento é a alta participação do público nos eventos culturais. Apresentações recentes registraram lotação máxima, principalmente de stand-up, têm tido repetição de sessões para atender à demanda. “Todos os eventos têm sido muito bem frequentados. Tivemos apresentações com a casa cheia, inclusive com três sessões em um mesmo período. Isso mostra que a cultura deu um salto e que a população está consumindo e valorizando essas atividades”, afirma.
A programação inclui desde manifestações tradicionais até expressões contemporâneas, como a “Sagrada Batalha”, voltada ao hip hop, além de festivais, exposições e eventos temáticos. “Hoje conseguimos atender diferentes públicos. Temos desde ações ligadas à cultura tradicional até manifestações urbanas. Isso amplia o alcance e fortalece a identidade cultural do município”, avalia.
Ressalta que a Casa da Cultura se consolidou como um dos principais polos de atividades, reunindo oficinas, apresentações, exposições e eventos diversos. O espaço também é utilizado por artistas e instituições externas, com recursos revertidos ao Fundo Municipal de Cultura. “A Casa da Cultura tem várias possibilidades. Ela atende tanto as nossas oficinas quanto eventos externos, exposições e apresentações. Temos artistas que locam o espaço, e esse recurso retorna para o próprio fundo, fortalecendo novos projetos culturais”, explica.
O Museu Histórico também vem registrando aumento significativo na visitação, especialmente por escolas e visitantes de outras cidades. Atualmente, o espaço abriga a exposição “Campo Largo do Ontem e Campo Largo de Hoje”, que acontecerá até o dia 31 de março. Além disso, o Acervo Municipal segue em processo de digitalização e atendimento a pesquisadores, universidades e demais interessados.
A agenda cultural de 2026 ainda inclui uma série de eventos e projetos já confirmados, além de outras ações em fase de definição. Entre os destaques estão apresentações da Orquestra Sinfônica do Paraná, festivais culturais, Rua da Cultura e eventos tradicionais. Também estão previstas atividades em parceria com outras secretarias, como eventos no Parque Cambuí, celebrações temáticas e programações especiais ao longo do calendário.
“Hoje nenhuma secretaria trabalha sozinha. Todos os grandes eventos dependem de uma atuação conjunta, seja na estrutura, segurança ou organização. Isso é essencial para que tudo aconteça da melhor forma”, destaca.

Integração com o turismo amplia impacto econômico
Desde a incorporação do turismo à secretaria, o que aconteceu em 2025, as ações passaram a ser planejadas de forma integrada, ampliando o potencial de circulação de visitantes e geração de renda. “Foi uma integração muito positiva. Cultura e turismo caminham juntos. Quando temos um evento, a pessoa vem, consome, conhece a cidade. Isso gera impacto econômico e fortalece o empreendedorismo local”, afirma Dorotéa.
Entre as ações de destaque está o Walk Tour, que promove visitas guiadas pelo centro histórico, incluindo pontos culturais, religiosos e comerciais, além de degustação de produtos locais. “O retorno tem sido muito positivo. Recebemos elogios constantes, principalmente de pessoas de fora. Elas conhecem a história da cidade, visitam os espaços e ainda têm contato com os nossos produtos”, relata.
Outro exemplo são as caminhadas na natureza, que chegaram a reunir cerca de 700 participantes em uma única edição, além de eventos com exposição e venda de produtos artesanais e gastronômicos.

Prédio histórico passa a integrar patrimônio do município
Um dos anúncios mais relevantes é a transferência definitiva do prédio onde funciona a Secretaria de Cultura e Turismo para o município. O espaço, que anteriormente pertencia ao Governo do Estado, já abrigou um posto de saúde e a farmácia especial. Segundo Dorotéa, a mudança abre novas possibilidades de uso e planejamento para o local. “Agora podemos pensar em melhorias, em novos projetos e em uma reestruturação do espaço. Claro que isso exige planejamento e estudos, porque envolve questões burocráticas e orçamentárias, mas já é um avanço significativo”, finaliza.

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