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33ª Feira da Louça celebra sucesso do evento e presença de mais de 190 mil visitantes em Campo Largo

Organização do evento destaca que apesar das adversidades no tempo, a Feira da Louça mantém sua tradição e um público fiel. Mini Museu da Louça valorizou memória e legado da Capital Naciona

33ª Feira da Louça celebra sucesso do evento e  presença de mais de 190 mil visitantes em Campo Largo


Considerada mais uma vez um sucesso de público, a 33ª Feira da Louça encerrou sua programação com mais de 190 mil visitantes. Além das oportunidades de compra, o evento se destacou por oferecer uma experiência às famílias, com oficinas para adultos e crianças, Feira da Louça Gourmet com aulas-show na Arena Gastronômica Senac e pelo inédito Mini Museu da Louça.
A 33ª Feira da Louça chegou ao fim neste domingo (13) consolidando mais uma edição de sucesso. Ao longo dos dias de programação, aproximadamente 192 mil pessoas passaram pelo evento, confirmando a força da feira como um dos principais atrativos turísticos, culturais e comerciais de Campo Largo.
Além das tradicionais oportunidades de compra de produtos diretamente das indústrias e empresas participantes, a programação reuniu atrações para toda a família, gastronomia, cultura e experiências que valorizaram a história e a identidade do município. “Encerramos a 33ª Feira da Louça de Campo Largo com um sentimento enorme de gratidão. Foram aproximadamente 190 mil visitantes, praticamente o mesmo público do ano passado. E esse número ganha ainda mais importância diante de um ano tão desafiador e das dificuldades que enfrentamos durante a feira, com chuvas fortes, temporais e alertas da Defesa Civil.”
Sobre as vendas na Feira da Louça deste ano, o presidente do Sindilouça enfatiza que apesar de todas essas adversidades, receber novamente esse público demonstra a força e a importância do evento. “Por isso, o momento é de agradecer. A cada visitante, às famílias, aos expositores, empresários, trabalhadores, parceiros e a todos que contribuíram para o sucesso desta edição, o nosso muito obrigado. A Feira da Louça é mais do que um evento. Ela representa a nossa história, a nossa indústria, a nossa tradição e o orgulho de Campo Largo, Capital Nacional da Louça. A feira termina, mas a nossa história e o nosso orgulho continuam”, finaliza.
A Feira da Louça Gourmet foi um dos grandes destaques desta edição e todas as aulas-show registraram grande participação do público, com espaços lotados durante as apresentações dos chefs convidados. A Arena Gastronômica Senac atraiu centenas de visitantes diariamente, reunindo conhecimento, gastronomia e entretenimento em uma programação diversificada que movimentou intensamente o setor gastronômico da região.

Mini Museu da Louça e o resgate histórico
A história que transformou Campo Largo em referência nacional na produção de louças ganhou um espaço especial na 33ª Feira da Louça. Pela primeira vez, o evento contou com o Mini Museu da Louça, uma exposição inédita que convidava moradores e visitantes a conhecerem a história de mais de um século de tradição, inovação e empreendedorismo.
Instalado especialmente para esta edição da Feira, o espaço reuniu peças históricas, documentos, fotografias, amostras de fábrica e objetos raros que ajudam para contar como a cidade construiu sua identidade ligada à cerâmica e à porcelana. A iniciativa ganhou ainda mais significado neste ano, quando Campo Largo celebra a conquista oficial do título de Capital Nacional da Louça.
Organizada em módulos temáticos, a exposição apresentou desde os primeiros passos da atividade cerâmica no município até o reconhecimento nacional conquistado em 2026. O visitante pode conhecer exemplares produzidos nas décadas de 1950, 1960 e 1970, além de peças que marcaram diferentes fases da indústria local e ajudaram a levar o nome de Campo Largo para o Brasil e o mundo.
Entre os destaques, peças históricas da Cerâmica Guarani, louças produzidas para exportação aos Estados Unidos, exemplares decorados manualmente com ouro e cobalto, além de xícaras, pratos e jogos de chá que demonstram a sofisticação alcançada pelas indústrias campo-larguenses ao longo das décadas. Também estiveram expostos projetos originais de decoração e decalques utilizados pelas fábricas nos anos 1960, revelando o trabalho artesanal que antecede os processos industriais modernos.
Outro ponto que despertou a curiosidade dos visitantes foi a coleção de amostras utilizadas por vendedores das fábricas em décadas passadas. Antes da popularização dos catálogos impressos e da fotografia comercial, representantes viajavam pelo Brasil carregando malas com pratos e pires reais para apresentar os modelos aos clientes. As marcações feitas à mão nas peças permitiam identificar acabamentos e linhas de produção.
A exposição prestou homenagem às pessoas que ajudaram a construir essa trajetória e consolidar a Feira da Louça como um dos principais eventos do setor no país. Entre elas o empresário José Canisso (in memoriam), reconhecido como um dos grandes defensores da vocação cerâmica de Campo Largo, e o atual presidente Fabio Germano que marca sua gestão com o expansivo crescimento da feira e pela busca oficial do título de Capital Nacional da Louça.
Parte significativa do acervo foi cedida pelo historiador Renato Hundsdorfer e pelo Museu Histórico de Campo Largo, com exposição no stand da Secretaria de Turismo do Paraná e também da Prefeitura Municipal de Campo Largo, permitindo que objetos raros e documentos de valor histórico fossem apresentados ao público durante a Feira. “Nós temos aqui neste Mini Museu um conjunto das peças feitas desde 1955. A vida dos campo-larguenses é baseada, de alguma forma, na porcelana, louça, cerâmica e azulejos. O que está exposto aqui, estavam guardados nos meus armários em casa e contam, através da vida do meu pai, que foi representante por 45 anos da louça e porcelana de Campo Largo, a história cronológica da cidade. Aqui reunimos também informações desde 1920, quando foram fundadas as primeiras fábricas de louça de Campo Largo, com a vinda de imigrantes que já tinham algum conhecimento e trouxeram para cá.”
Para a jornalista Danielli Artigas, uma das idealizadoras da iniciativa, o espaço representa um importante resgate da memória da cidade. “A Feira merecia ter um espaço dedicado a valorizar ainda mais a história da louça em Campo Largo. O reconhecimento oficial com o título de Capital Nacional da Louça vem para coroar o trabalho de tanta gente que, de diferentes formas, fez isso acontecer. Conseguimos apresentar apenas um breve resumo do que aconteceu desde 1920, mas que já traz muito conteúdo para que mais pessoas tenham conhecimento desta trajetória. As peças cedidas pelo Renato Hundsdorfer e pelo Museu Histórico trazem um significado especial, praticamente uma viagem à época. Poder sentir esse avanço é motivo de ainda mais orgulho para nós campo-larguenses.”
O percurso termina com o capítulo mais recente da história da louça campo-larguense. Um dos módulos apresentou documentos, registros e marcos da mobilização iniciada pelo Fábio Germano, presidente do Sindilouça, que resultou na sanção da Lei Federal nº 15.453/2026, que oficializou Campo Largo como Capital Nacional da Louça, reconhecimento construído ao longo de décadas por trabalhadores, empresários, artesãos, lideranças do setor e pela própria comunidade.
A 33ª Feira da Louça foi promovida pelo Sindilouça-PR e contou com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Campo Largo, Sistema Fecomércio PR, Sistema Fiep, Sebrae, Compagás, Cocel, BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul e Caixa Econômica Federal. O evento teve apoio da Secretaria de Turismo do Estado do Paraná, Incepa, City Center Outlet Premium e Clarim Imóveis, com promoção da RPC.

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