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Campo Largo, uma cidade ?Havanizada?

Campo Largo, uma cidade ?Havanizada?

05/04/2012

Uma das maiores redes de varejo do Sul do País, a Havan, está prestes a inaugurar uma grande loja em Campo Largo. Na manhã desta Quarta-feira (04), ao visitar a cidade e conhecer pessoalmente o prefeito Edson Basso, o presidente da rede, Luciano Hang, fez uma forte defesa de mudanças na Economia do País, disse que o Brasil está caminhando para dias difíceis, se insistir em manter os níveis atuais de impostos, e mostrou que a Europa está em crise exatamente pelo excesso de impostos e de regulamentação e burocracia.
O empresário destacou, principalmente, a carga tributária sobre as indústrias, que ele considera inviáveis. “O excesso de burocracia espanta os investidores”, disse ele lembrando que em muitas cidades os empreendedores passam longe, porque é impossivel de iniciar qualquer negócio ali.
Quanto à aparente incoerência da Havan vender louça chinesa, na cidade que é a Capital Nacional da Louça, o empresário disse que não é o produto chinês que é mais barato, mas são os impostos brasileirtos que fazem a nossa louça ficar mais cara.  Sobre o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), Luciano lembrou que enquanto no Brasil o Governo sufoca os empresários com impostos exagerados, na China é possivel produzir com custos infinitamente menores. Esta diferença, segundo ele, é o motivo pelo qual os produtos chineses inundam o mercado brasileiro.
Luciano comparou a situação atual da Europa e a quebra do mercado dos Estados Unidos, devido às políticas erradas, dos governos, que tiram cada vez mais de quem trabalha, para dar benefícios indevidos a quem não trabalha, e disse que o Brasil segue o mesmo caminho. A corrupção, segundo ele, está entranhada nessas políticas, cheias de burocracia, que têm como principal objetivo dificultar o trabalho de quem quer produzir, gerar empregos, gerar renda, facilitando a ação de políticos e funcionários corruptos que sugam grande parcela dos impostos recolhidos pelo Governo. Lembrou, ainda, que quem paga a conta de tudo isso é o cidadão, pois os produtos ficam mais caros, os serviços cada vez mais ineficientes e o governo, impossibilitado de pagar a conta, aumenta os impostos.
A visão clara do empresário, sobre a economia brasileira e sobre a economia mundial, são itens que não estarão à venda, na  filial campo-larguense da Havan, mas está sendo trazida para a cidade, porque ele parece ser um cidadão presente  nas cidades onde a sua rede tem filiais. A cidade, ao que parece, está ganhando não apenas uma loja Havan, mas uma nova forma de encarar o mercado. A cidade está sendo “havanizada”.

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