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Reinvindicação

30/03/2012

Sindicato dos Trabalhadores da Louça reivindicam piso salarial de R$ 847,00

Reinvindicação

30/03/2012

Os trabalhadores das indústrias da Louça, Cerâmica e Porcelana do Paraná reuniram-se na tarde  desta Quinta-feira (29) para montar a pauta de reivindicações, para o Acordo Coletivo de 2012. Eles querem um reajuste de 15% dos salários, sobre o acerto de 2011 e reivindicam a fixação do Piso Profissional em R$ 847,00, além de uma série de outras vantagens para toda a categoria.

Paulo Andrade, presidente do Sindicato, disse que o Piso “é uma luta antiga, que os trabalhadores já travam com a classe patronal, na Justiça do Trabalho. Há uma diferença de valores, entre o que os patrões pagam R$ 737,00 para o que deveriam pagar, R$ 763,00, mas para 2012 nossos cálculos elevam para R$ 847,00, o piso da categoria”, explicou.

Luta - Em Campo Largo as indústrias da Louça, Cerâmica e Porcelana têm cerca de 2.800 trabalhadores, que têm a Data-base  para os reajustes coletivos, em Maio próximo. A categoria deve apresentar já nesta Sexta-feira (30), às empresas, a pauta de reivindicações para que, na mesa de negociações, discutam as possibilidades de se firmar, já, o acordo coletivo de trabalho de 2012.
Paulo Andrade disse que os trabalhadores não estarão pedindo muito, e que há possibilidade de fechamento de acordo sem muitas dificuldades. Disse entender que o momento da economia não é favorável a grandes reajustes salariais, principalmente devido à crise internacional, mas lembrou que o mercado interno no Brasil deve crescer consideravelmente, nos próximos meses, graças à redução da taxa de juros (Selic) e outras medidas que o Governo Federal está tomando.

Sobre as exportações, ele acredita que também há grandes possibilidades de melhorar, nos próximos meses, a competitividade dos produtos brasileiros, que nos últimos anos tem amargado a sobrevalorização do Real, frente ao Dolar. “As medidas que o Governo Federal está tomando, para desonerar as exportações devem surtir efeito, já no segundo semestre de 2012”, acrescentou ele, lembrando que “os produtos das industrias campo-larguenses são competitivos, em nível de qualidade, em todos os países do mundo, e que isso também é fruto da qualidade da mão da nossa obra”.
 

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