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Schmidt

27/01/2012

Schmidt chamou de volta profissionais altamente qualificados em Decoração

Schmidt

27/01/2012

A reativação do setor de Decoração da Porcelanas Schmidt, em Campo Largo, não começou agora, mas no final de 2010, quando assumiu a nova Diretoria da empresa, o novo presidente Nelson Lara. Em Setembro daquele ano começou uma corrida para encontrar e recontratar dezenas de funcionários altamente qualificados, que haviam sido demitidos quando a empresa fechou o setor de Decoração, em Campo Largo, e o abriu em Mauá, São Paulo.
Já com mais de 200 funcionários, o setor de Decoração da Schmidt, de Campo Largo, ainda não está produzindo 100%. “Estamos com cerca de 70% da nossa capacidade de produção”, comenta o gerente do Departamento, Artur Kramer (62), que começou na Schmidt, em Pomerode - SC, aos 19 anos de idade. “Estamos trabalhando,  e em dois, três meses, devemos atingir nossa capacidade de produção em 100%”, explica.

Retorno
A reativação do setor de Decoração produziu fatos que pareciam impossíveis, como o retorno de vários antigos funcionários, demitidos quando o setor foi fechado em Campo Largo, no final da década passada.  Há também, casos de funcionários que nunca haviam trabalhado numa fábrica de porcelanas, e que estão se adaptando muito bem. A Reportagem da Folha entrou na fabrica, nesta semana, conheceu o processo e entrevistou alguns dos funcionários que estão ajudando a colocar de pé esse novo setor da Porcelanas Schmidt em Campo Largo.
São histórias de amor, pela Schmidt, como a do próprio gerente da decoração, Artur Kramer (62), aposentado que começou a trabalhar na empresa na unidade de Pomerode, aos 19 anos. É ele que, com sua experiência, toca o trabalho de mais de 200 funcionários, ajudou na transferência e montagem do forno que estava em Mauá e reativou esse e mais um forno, para poder por em funcionamento o novo setor.
“Nós fomos procurar os trabalhadores que haviam sido demitidos quando o setor fechou em Campo Largo. Muitos não foram mais encontrados, outros estavam aposentados e alguns, trabalhando em outra empresa, em outra função”, disse ele.

Esperança
A Reportagem da Folha ouviu vários casos e escolheu dois, para contar. Um deles é o de Arildo Kozinski (42) que trabalhou na empresa entre 1991 e 2007 e foi demitido por conta da crise que atingiu o seu auge naquele ano. Na primeira passagem pela Schmidt ele trabalhou como Impressos e saiu como encarregado do setor de Impressão, quando a empresa tinha cerca de 600 funcionários.
Arildo, residente em Mineiros, Balsa Nova, casado, dois filhos, depois que saiu da Schmidt trabalhou na Prefeitura de Balsa Nova e na Itambé, onde era fiscal de forno até que recebeu o convite para voltar para a Schmidt, em junho de 2011. “Eu sempre tive a esperança que a empresa voltasse a ativar esse setor, em Campo Largo, por isso  fiquei muito feliz ao receber o telefonema do RH. Hoje nós já estamos com 22 funcionários, no setor de Impressão e Decalque, dos quais, 13 são companheiros antigos e nove são novos”, explica. Ele disse que todos estão muito felizes, por estar de volta (os antigos) e por ter conquistado uma vaga, (os novos), numa empresa que oferece um ótimo local de trabalho, boa remuneração, além de Vale Refeição, Vale Mercado, Vale Transporte, desconto de 50% nas consultas médicas e exames, além de alimentação no local.
Arildo lembra que já tem 26 anos de profissão e que, agora, pretende se aposentar na Schmidt. Gosta tanto de trabalhar na empresa que indicou uma das filhas, que também foi contratada.

Oportunidade
Ligia Helena Ferreto (32), recém contratada pela Schmidt, também foi entrevistada pela Folha. Ela entrou como Auxiliar de Desenhista, mas já trabalhou com Design, Artes Visuais e Gráfica, é artista plástica (escultura), foi vendedora, secretária e estava há três anos sem emprego formal. Foi 5 por uma amiga e quando recebeu a ligação do setor de Recursos Humanos da empresa, que oferecia uma vaga na área de Exportação, disse que não tinha experiência na área e preferia Administração ou Desenho.
Com curso superior de Artes Visuais e Computação Gráfica, formada pela Tuiuti, ela foi contratada para o setor, conheceu a fábrica, no primeiro dia, e ficou na área de montagem de fotolito. “Espero crescer na empresa, conquistando outras funções dentro da minha especialidade”, disse ela, adiantando que o que mais a impressionou foi o bom ambiente de trabalho, “o melhor que já conheci, onde todo mundo ajuda todo mundo, e todos parecem estar trabalhando com o mesmo objetivo, o de ajudar a empresa a conquistar mais espaço no mercado”.
Mais
Esse é o clima que a Reportagem da Folha encontrou no novo setor da Porcelanas Schmidt, na visita da última Segunda-feira, em companhia do gerente do setor, Artur Kramer. A impressão que se tem é de uma grande indústria, onde todos estão trabalhando  com o mesmo vigor, no mesmo ritmo, com o mesmo objetivo. A empresa ainda está contratando novos trabalhadores, e estima-se que ainda existam cerca de 50 vagas.

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