18/11/2011
Carinho demonstrado na despedida de Lola.
18/11/2011
Carinho demonstrado na despedida de Lola.
18/11/2011
Muitos campo-larguenses sentiram a perda de Adriana Aurora Torezin Andreassa (60), mais conhecida como Lola, que faleceu no último sábado, 12, por volta das 5h15. Todos os anos dedicados a ajudar inúmeras pessoas foram reconhecidos no velório, que teve presença de muitas pessoas e 13 coroas de flores. A Folha entrevistou as filhas e o marido de Lola, Darci Andreassa, que, mesmo passando por um momento difícil, aceitaram falar sobre a mãe e fazer essa última homenagem.
Lola deixou o marido, oito filhos e 13 netos. No âmbito familiar, Lola foi sempre muito dedicada, protetora, guerreira, exemplo de vida. Uma mulher sempre disposta, sem preguiça de fazer as coisas. Estas são as palavras das filhas, que ainda falaram que, por onde ela passava, conquistava as pessoas e era muito respeitada por todos os amigos. Ela ainda era braço direito do marido, não só nas campanhas políticas, mas para tudo. No dia 20 de dezembro completaria 44 anos de casada com Darci.
Ela sempre fez trabalhos sociais voluntários, bingos beneficentes, conseguia cestas básicas e se dedicava em ajudar as outras pessoas, de todas as maneiras possíveis. Seu último trabalho foi arrecadar brindes para o Bingo do David e, mesmo estando de cama em casa, conseguiu fazer vários contatos. No dia do bingo ela fez questão de estar presente. Neste dia não ganhou nenhum brinde, mas recebeu uma camiseta de organizadora do evento e, então, disse para uma das filhas: “este é o melhor prêmio que eu poderia receber”.
Duas semanas antes de morrer, Lola mostrou a uma das filhas onde guardava suas economias e disse que esse dinheiro seria usado para doar a bingos beneficentes. A família, então, entendeu isso como um pedido, e dará continuidade ao trabalho realizado pela mãe, usando este dinheiro para ajudar outras pessoas. Há três anos, ela recebeu o Prêmio Nisaba, da Acicla, na categoria Social.
A doença
Há nove meses, Lola descobriu que tinha linfoma no sistema linfático, já em estado agressivo, grau 4. Nos meses seguintes passou por seis quimioterapias e no final de agosto o quadro veio a piorar.
Mas, segundo a família, ela nunca se entregou. Uma das filhas chegou a comentar que uma vez um médico disse que ela não se preocupava com a doença e, sim, em deixar a família. Até seus últimos dias se dedicou inteiramente e não chegou a se despedir, falava que ia ser curada. “O maior sonho dela era que ela se curasse, pois dizia que ainda tinha muitas pessoas para ajudar, para completar as páginas do livro de sua vida”, contou uma das filhas.
Na terça-feira, 08, Lola estava sentindo muitas dores e foi levada ao hospital. Ficou na UTI e na sexta-feira foi para o quarto, onde teve parada respiratória e faleceu na madrugada de sábado. O enterro aconteceu no dia seguinte, às 10 horas. No velório, todos puderam perceber o quanto Lola era querida por todos, pela quantidade de pessoas presentes, mesmo no feriado, e pelas coroas recebidas. Darci conta que só não foram entregues mais coroas porque faltou material e muitas pessoas lamentaram não ter conseguido enviar a homenagem. Foi um momento de muita tristeza, mas também de contarem histórias sobre a bonita passagem de Lola, sempre muito presente e dedicada em ajudar o próximo. A missa de sétimo dia acontece nesta sexta-feira, 18, às 18h30min na Igreja Matriz.