18/11/2011
Pouquíssimos pais de alunos, e cerca de 47% dos coordenadores pedagógicos conhecem a nota alcançada pela escola onde seus filhos estudam ou atuam. Um projeto de Lei, de autoria dos vereadores Betinho (PMDB) e Wilson Andrade PSB) pretende obrigar as escolas a instalar placas, com as notas do IDEB em local visível por todos.
O Projeto de Lei 37/2011 ainda nem havia sido apresentado em plenário e já causava polêmica entre professores e diretores de escolas de Campo Largo. O texto antecipa a proposta do Deputado Federal Edmar Arruda (PSC-PR) em discussão no Congresso Nacional. A placa deverá conter a nota alcançada pelo estabelecimento de ensino assim como a média global do Município, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).
Quando o projeto foi elaborado e divulgado, alguns professores e diretores de escolas protestaram, alegando que ela acabaria expondo de maneira prejudicial os estabelecimentos com as piores médias.
Os autores Wilson Andrade (PSB) e Betinho (PMDB) defendem que a medida, apresentada em plenário na Sessão desta Quarta-feira (16), pode auxiliar na melhoria da qualidade do ensino fundamental de Campo Largo.
Para o vereador Wilson Andrade (PSB), é importante que pais de alunos percebam o quanto a escola de seus filhos precisam da atenção da comunidade para melhorar seu desempenho. “Essa informação é vital para o Ministério e Secretarias de Educação definirem planejamento na área. Mas a comunidade também precisa saber como anda a qualidade do ensino de seus filhos.” Para Wilson, a informação poderá sensibilizar os pais para que colaborem com a melhoria das condições da escola. O parlamentar vai mais além: “Ao saber que o desempenho da escola de seu filho é ruim, um pai ou uma mãe passariam a ter um instrumento importante para cobrar das autoridades de Educação soluções para o problema” – exemplifica Wilson.
Se a medida prejudica ou não escolas e alunos ao divulgar o baixo rendimento alcançado pela instituição é difícil constatar. Mas a falta de informação da condição do estabelecimento não é apenas da população, mas também dos próprios profissionais responsáveis pelo ensino. Sabe-se que 47% dos coordenadores pedagógicos desconhecem a nota alcançada pela própria escola onde atuam (fonte: Fundação Carlos Chagas/Fundação Victor Civita). A especialista Maria Helena Guimarães lança uma luz sobre a discussão: “A transparência desencadeia um ciclo virtuoso em prol da qualidade”.
O Projeto foi aprovado pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara e encaminhado para apreciação dos parlamentares. A primeira votação do projeto está prevista para o próximo dia 21, durante Sessão Ordinária.