17/11/2011
Somente 8% dos municípios brasileiros fazem coleta seletiva
17/11/2011
Somente 8% dos municípios brasileiros fazem coleta seletiva
17/11/2011
Fonte: Depcom/PMCL
Dos 5561 municípios brasileiros apenas 443 oferecem à população o serviço de coleta seletiva. O levantamento do Cempre (Compromisso empresarial para reciclagem) realizado em 2010 mostra que somente 8% das prefeituras do país realizam a coleta de materiais recicláveis. Campo Largo implantou o serviço no final do ano de 2006 e, atualmente recicla mais de 200 toneladas de resíduos por mês.
Antes disso, a Organização Não Governamental (ONG) Centro de Integração do Menor (CIME) e alguns coletores informais separavam o lixo. Segundo a analista ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Mirela Jacomasso Medeiros, a Campanha “Vamos Reciclar Campo Largo” lançada em 2006 contava com apenas um caminhão que realizava o serviço de coleta de recicláveis porta-a-porta, atualmente são três: “como a população participou efetivamente da campanha a quantidade de materiais coletados aumentou e foi necessário ampliar o programa”, conta. A Prefeitura atende 100% da área urbana do município, porém na área rural o serviço ainda depende de uma série de ajustes devido à extensão territorial do nosso município, “estamos trabalhando para rever as rotas e ampliar a cobertura”, declara o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Fabiano Andreassa.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos implantada em agosto de 2010 é considerada um marco histórico na gestão ambiental do país e, de acordo com o Cempre, lança uma visão moderna na luta contra um dos maiores problemas do planeta: o lixo urbano. O órgão lembra que a nova legislação tem como princípio a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população, além e impulsionar o retorno dos produtos às indústrias após o consumo e obrigar o poder público a realizar planos para o gerenciamento do lixo. A Secretaria de Meio Ambiente de Campo Largo lançou, neste ano, dois programas para a destinação de outros tipos de resíduos: Coleta de Óleo de Cozinha e Jogue Limpo. Assim, os moradores podem entregar o óleo de cozinha em um dos 15 pontos de coleta, a Prefeitura recolhe e entrega o resíduo nas associações Unidos da Reciclagem (Assur) e Deficientes Físicos de Campo Largo (ADFCL). Uma empresa de reaproveitamento compra todo o material das duas entidades. Já o Programa Jogue Limpo reaproveita embalagens de óleo lubrificante. Agora os estabelecimentos que geram esses resíduos podem dar destinação correta às embalagens.
Os governos municipais e estaduais têm o prazo de dois anos para elaborar um plano de resíduos sólidos, com diagnóstico da situação do lixo, metas para a sua redução e reciclagem. Campo Largo possui um Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos, elaborado pela Prefeitura em 2007. “Estamos bem adiantados, ele traz diretrizes para a gestão dos resíduos e será atualizado através do Plano Municipal de Saneamento Básico que estamos elaborando”, explica o Secretário. Até o mês de outubro deste ano, Campo Largo reciclou 1,6 mil toneladas de resíduos. No início da oferta do serviço, em 2006, foram 65,38 toneladas, em 2008 o volume subiu para 803,08 toneladas e em 2009 para 1.008. No ano passado foram 1.304,4 toneladas.
APENAS 16% DO LIXO BRASILEIRO NÃO PODERIA SER REAPROVEITADO
De todo o lixo que o brasileiro descarta - que é depositado em lixões ou aterros sanitários - apenas 16% é considerado rejeito, ou seja, que não teria outra finalidade. O perfil do lixo no Brasil (IPT/CEMPRE 2º edição, 2000) identifica que 52% do lixo gerado são resíduos orgânicos que poderiam ser utilizados para compostagem e que mais de 30% poderia ser reciclado. Em Campo Largo, de acordo com o estudo realizado pela empresa Ecotécnica em 2006, mais de 26% do lixo descartado pode ser considerado rejeito, quase 22% são materiais recicláveis e cerca de 51% são resíduos orgânicos.
RECICLE
Os materiais recicláveis devem estar limpos, secos e armazenados nos sacos plásticos ou caixas de papelão. A orientação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é que não sejam utilizados sacos pretos, pois pode ser confundido com o lixo comum. No município, a coleta seletiva é definida por um cronograma onde cada bairro recebe o serviço em um dia e horário específico. “Aconselhamos aos moradores a depositar o material reciclável somente no dia correto, separado do lixo orgânico. Além disso, orientamos que os recicláveis não sejam depositados nos dias de chuva, pois quando molhados, materiais como papel e papelão perdem a qualidade”, ressalta Andreassa. O secretário lembra que a população pode denunciar possíveis irregularidades e, principalmente, colaborar com o município, “é importante que cada um faça a sua parte. A separação doméstica é o meio mais efetivo para conseguirmos melhorar a qualidade dos materiais recicláveis”, disse Andreassa.
Segundo Mirela, muitos campo-larguenses não separam seus resíduos, “em todas as descargas de lixo comum percebemos a grande quantidade de materiais com viabilidade de reciclagem que são simplesmente jogados fora” - alerta a Analista Ambiental.
OUVIDORIA DA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE 0800 645 0506