16/11/2011
Oposição do Corinthians ameaça ir à Justiça contra Andrés Sanchez.
16/11/2011
Oposição do Corinthians ameaça ir à Justiça contra Andrés Sanchez.
16/11/2011 Fonte: R7 Notícias
O ambiente político dentro do Corinthians tem ficado mais quente à medida que se aproxima o pleito para escolher o novo presidente do clube. O atual mandatário, Andrés Sanchez, faz manobras para aprovar mudanças no estatuto, mas sofre com ameaças da oposição, que quer levar a briga à Justiça.
Sanchez convocou uma reunião extraordinária com o Conselho Deliberativo para quinta-feira (17), para tentar emplacar a mudança no sistema de escolha dos 200 novos conselheiros, que serão eleitos em fevereiro. A decisão desagradou aos demais candidatos da oposição.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Conselho, Carlos Senger, afirmou que a convocação de Andrés é ilegal e promete barrá-la, se preciso, indo à Justiça.
- Há dois caminhos para impedir esta reunião. Ou eu e meus aliados partimos para a briga para melar a reunião ou entramos na Justiça. Eu prefiro entrar na Justiça
De acordo com Senger, só o presidente do Conselho poderia fazer a convocação. Ele acusou Andrés de “ditador” e o chamou de “volúvel”, por tentar impor as vontades do seu grupo antes das eleições.
Senger não disse se é contra ou a favor das mudanças, mas afirmou que, em conversa com Andrés, havia acertado que analisaria as mudanças. O presidente do Conselho acredita que o mandatário atropelou o processo para tentar a aprovação às pressas, antes da eleição.
- O Andrés me procurou num café e me disse: Senger, precisamos alterar o estatuto do clube, mas não temos muito tempo. Disse a ele que iria estudar, mas que as coisas não são assim, como você quer. Dois dias depois fui surpreendido pela convocação que ele fez.
Estádio
A briga entre Andrés Sanchez e o Conselho Deliberativo do Corinthians não se resume às mudanças no estatuto. O contrato do estádio que será construído em Itaquera ainda não foi apresentado, e os dirigentes não sabem exatamente de onde vai sair o dinheiro para pagar a construção.
- Quero saber quem vai pagar essa conta [do estádio]? No dia em que assinei o contrato [1º de setembro], falei para o presidente e disse: 'Andrés, estou assinando confiando em você, assinei só a última das 56 páginas’. Depois, começou essa guerra toda.