31-07-2011
Ao mesmo tempo em que os brasileiros estão se separando mais no Brasil, o número de pessoas que investem em novas uniões também cresce.
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Ao mesmo tempo em que os brasileiros estão se separando mais no Brasil, o número de pessoas que investem em novas uniões também cresce.
31-07-2011 Fonte: Paraná Online
Ao mesmo tempo em que os brasileiros estão se separando mais no Brasil, o número de pessoas que investem em novas uniões também cresce. Para se ter uma ideia, na última década, a quantidade de recasamentos dobrou, passando de 65 mil em 2000 para 136 mil em 2009, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse é o caso do administrador Ronaldo Martinez Silva, que já foi casado seis vezes. Ele diz que uma série de razões influenciou nesses casamentos e separações. "No início a imaturidade atrapalhava muito", lembra.
Para ele, a longa história em busca do grande amor trouxe também muitas lições. "Com todas elas aprendi muito e sempre busquei me aperfeiçoar, me tornar uma pessoa mais tolerante, mais compreensiva". Ele casou pela primeira vez aos 25 anos e agora, com 58, está vivendo com a sexta mulher.
E são justamente os homens que estão mais dispostos a apostar em um novo relacionamento após uma separação. Uma pesquisa realizada pela agência de casamentos Par Ideal, de Curitiba, mostra que 55,8% dos homens cadastrados são divorciados à procura de mulheres solteiras.
A diretora da agência comenta que isso acontece pela disparidade, já que a população da capital é formada por 48% de homens e 52% de mulheres. "Não parece uma diferença tão grande, mas a partir dos 24 anos já começa a faltar homens porque existe um excedente de mulheres solteiras", aponta Sheila Rigler. A aceitação da sociedade sobre as novas configurações familiares e a maior liberdade nas relações são fatores que influenciam nesse novo comportamento, segundo ela.
Um levantamento feito na agência com clientes de 24 a 78 anos mostra que 10% das separações acontecem devido ao uso de drogas ou álcool, 20% em decorrência de traição e 70% são causadas pela incompatibilidade. "Hoje as pessoas são menos tolerantes com as diferenças e não querem abrir mão da individualidade", salienta Sheila.
De acordo com a diretora, as mulheres são a maioria dos clientes que procuram a agência. Enquanto os homens somam 40% dos cadastrados, as mulheres são em 60%. Sheila conta que, em 16 anos de funcionamento, já foram realizados 1.650 casamentos entre os clientes e apenas 39 se separaram. "As pessoas querem alguém que seja compatível, tenha as mesmas vontades e interesses de vida".