29-07-2011
Aumento do preço do gás natural sufoca indústrias de Campo Largo
29-07-2011
Aumento do preço do gás natural sufoca indústrias de Campo Largo
29-07-2011
O reajuste de 8,5% no preço do gás natural, para as indústrias do Paraná, que vigora a partir de primeiro de Agosto, deixou insatisfeitos os empresários campo-larguenses das áreas de louça, cerâmica e porcelana. Reunidos nesta Quinta-feira (28), na sede do Sindilouça, os empresários disseram que somados ao alto preço do gás, há também a invasão dos produtos chineses, de baixa qualidade, que chegam ao Brasil incentivados pela política equivocada do Governo Federal.
"Não dá para competir", disseram, os empresários, que discutiram até a possibilidade do fechamento das fábricas, no Brasil, para investir na China, onde o custo de produção é infinitamente menor, não há burocracia e há incentivo do Governo. "A indústria brasileira está sendo sucateada, o Governo está desmontando o nosso parque fabril", explicaram os empresários.
Gás - Campo Largo é o maior consumidor de gás natural do Estado, com uma média de 750 mil m³/dia, cerca de 75% de todo o gás comercializado no Paraná. Nos últimos dez anos, os empresários do setor de louça, cerâmica e porcelana foram incentivados pelas políticas do Governo e pelas restrições à queima de madeira em seus fornos, de substituir a matriz energética, pelo gás natural. A promessa era de que o gás seria mais barato, mas ano a ano o crescente reajuste do preço do gás passou a pressionar os custos das indústrias, ao ponto de quase inviabilizar o processo. Além do reajuste de 8,5% a partir de primeiro de Agosto, os empresários reclamam que, desde Janeiro último a Compagas retirou o desconto de 5% que eles tinham nas tarifas. "Com isso o reajuste esse ano chega a 13,5%, um absurdo em termo de custo", reclamam.
Para fazer frente ao aumento do custo de produção, os empresários estudam várias alternativas e até mesmo a redução do número de funcionários, nas empresas, com a consequente redução do volume de produção, está colocado na mesa.
Outro item que foi bastante discutido por eles, foi a invasão dos produtos chineses. O presidente do Sindilouça, José Canisso, disse que a classe está pressionando o Governo Federal, para impor bloqueio à entrada dos chineses, de qualidade e preços inferiores e pela presença de Chumbo e Cádmio, produtos tóxicos, na louças chinesa, que causam prejuízos irreversíveis à saúde dos brasileiros.
Canisso lembra que a invasão dos chineses está inviabilizando a produção brasileira e muitos empresários já estudam a possibilidade de fechamento das fábricas. "Não dá para competir, os chineses desembarcaram no Brasil, só esse ano, 28 milhões de peças de péssima qualidade, enquanto que nós produzimos 13 milhões de peças, de ótima qualidade. Nossos produtos chegam no mercado mais caros, e os chineses vendem mais", disse. Para Canisso, o Governo Federal precisa tomar uma decisão agora, ou barra os produtos chineses, ou fecha as fábricas no Brasil.