Geral

Basso

29-07-2011

Basso reage à provocação da Copel e garante que a Cocel não está à venda

Basso

29-07-2011

A Cocel não está à venda, nunca esteve. Nossa empresa é sólida e, apesar de pequena, é saudável e bem melhor administrada do que muitas grandes". O desabafo é do prefeito Edson Basso à provocação da Copel que, no início da semana disse que ia às compras e citou, dentre outras pequenas empresas pelas quais tem interesse, a Cocel - Companhia Campolarguense de Eletricidade. O prefeito lembrou que, esse ano a Cocel terá um lucro de R$ 4,3 milhões e deve investir em 2011, um total de R$ 8,6 milhões.
Recentemente a Prefeitura Municipal recomprou parte das ações da Companhia, que estavam em poder do Fapen - Fundo de Pensão dos Funcionários Públicos de Campo Largo, e já pagou a primeira de 240 parcelas, no valor de R$ 30 mil. Falou, ainda, o prefeito, da possível criação de uma nova empresa, desta feita para gerar energia, a Cocel Geração, "mas esse é um outro assunto". Basso lembrou que a Cocel é uma empresa dos campo-larguenses e que, se um dia viesse a ser vendida, só a população é que poderia autorizar ou não o negócio.

Valores

Mas qual seria o valor de uma empresa do tamanho da Cocel, no caso de venda? Basso disse que esse levantamento nunca foi realizado, mas que pelo que se comenta no mercado de energia, uma empresa de distribuição de energia, como a Cocel, vale aproximadamente R$ 5.000,00 por cliente. Com essa base de cálculo, e como a Cocel tem mais de 42 mil clientes, é verdade dizer que a Cocel valeria mais de R$ 210 milhões.
A Cocel tem, hoje 111 funcionários e o seu maior acionista é o Município de Campo Largo. Basso explica que o valor da Companhia são os seus clientes, os campo-larguenses, e que é contra a venda da empresa. "Não existe nenhuma proposta de compra da Cocel, mas se vier a existir no futuro, uma proposta formal, nós seremos obrigados a submetê-la à discussão e apreciação dos campo-larguenses, em audiência pública", adiantou.
Sobre a possível geração de energia, Basso lembra que até 2004 a legislação permitia que uma empresa como a Cocel, pudesse gerar sua própria energia, mas as normas foram modificadas e, agora, para o Município gerar energia terá, primeiro, que constituir uma nova empresa, no caso, a Cocel geração. "Já estivemos em Brasília, na Aneel, discutindo esse assunto, mas não há nada de concreto, ainda", garantiu. Ele lembra que esse é um assunto recorrente, e que os inventários dos nossos rios já têm mais de dez, 12 anos; que há interesse mas, por enquanto, nenhuma decisão.

 

Compartilhar esta notícia: