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Bullying

22-07-2011

Bullying: Informações Ainda Não São Suficientes

Bullying

22-07-2011

Há algum tempo, o termo "bullying" vem se tornando notícia em todo o Brasil, principalmente após ataques a escolas que teriam sido motivados por isso. Alguns ainda se confundem com o seu significado e, apesar da gravidade do problema, ainda há pouca informação sobre o assunto para pais, professores e os próprios alunos. Com a volta às aulas, o tema volta à tona, pois pode ser frequente durante todo o período escolar.
A professora campo-larguense Nirene de Oliveira Ribeiro realizou uma monografia sobre o assunto, e chegou à conclusão de que o grande problema por trás do bullying é a falta de informação. O problema é gerado pela ofensa física ou verbal feita sem motivo aparente e que pode gerar medo, dor e até angústia no ofendido, e pode acontecer também no convívio social fora da escola. "O problema é que hoje muitos professores e pais ainda não compreendem corretamente o bullying. Isso faz com que os alunos sintam medo mesmo que não exista perigo", analisa Nirene.
A pessoa que comete bullying possui algumas características, conforme conta a professora: "quem pratica bullying nem sempre é aquele aluno conhecido por provocar vários colegas, mas sim aquele que ofende sem um motivo evidente, normalmente com agressão física ou verbal ou utilizando os famosos apelidos para tratar um colega. É possível perceber que o problema é mais grave do que uma simples provocação quando a ofensa se torna repetitiva", esclarece. Quem provoca a agressão, segundo Nirene, necessita de tratamento: "o bullying é uma doença, afeta o sistema psicológico e pode ser grave", diz. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada em 2010 apontou que a cidade de Curitiba está entre as três que mais possuem incidências de bullying. O Brasil é o país campeão em casos e o problema é mais comum em alunos da 5ª e 6ª Séries.
Hoje, alguns programas anti-bullying já procuram diminuir o problema dentro das escolas explicando o que não deve ser feito, mas ainda falta melhoria na informação sobre o que se trata. "Ainda há muita falha na transmissão da informação, e isso se percebe quando os pais procuram a escola alegando que o filho sofreu bullying mesmo quando não isso não ocorreu na verdade. É importante que os pais saibam do que isso se trata para também poder explicar aos seus filhos e ajudar a evitar riscos", finaliza Nirene.

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