17-07-2011
Ao contrário do que muitos possam imaginar, o casamento não saiu de moda. Muito pelo contrário. Nos últimos 10 anos, o santo matrimônio continuou em evidência. Segundo dados do IBGE
17-07-2011
Ao contrário do que muitos possam imaginar, o casamento não saiu de moda. Muito pelo contrário. Nos últimos 10 anos, o santo matrimônio continuou em evidência. Segundo dados do IBGE
17-07-2011 Fonte: Paraná Online
Ao contrário do que muitos possam imaginar, o casamento não saiu de moda. Muito pelo contrário. Nos últimos 10 anos, o santo matrimônio continuou em evidência. Segundo dados do IBGE, o número de uniões gira em
torno de um milhão por ano no Brasil. Só em Curitiba, no ano passado, ocorreram 3.740 cerimônias. Consequentemente, o casamento se tornou um grande negócio, envolvendo cerimoniais, decoradores, fotógrafos, floristas, doceiras, músicos, produtoras de vídeo e bufês - uma verdadeira indústria, que movimenta R$ 10 bilhões por ano em serviços.E não foi só nos bastidores que o matrimônio se organizou. Para evitar que a cerimônia religiosa se tornasse um verdadeiro evento social, deixando de lado os conceitos da Igreja, a Arquidiocese de Curitiba, através da sua Comissão Litúrgica, determinou novas regras para os casamentos católicos.
Desde janeiro de 2008, não são mais permitidas decorações exageradas e músicas que não tenham relação alguma com sacramento do matrimônio. Além disso, o número de padrinhos ficou restrito. De acordo com a orientação da Arquidiocese, apenas dois casais de testemunhas - um do noivo e outro da noiva - podem participar da cerimônia. Os padrinhos
também não participam da entrada na igreja.
Prestadores de serviços, como fotógrafos, cinegrafistas e cerimonialistas, também tiveram que se adaptar às novas regras. Hoje, profissionais que trabalham nas cerimônias religiosas são obrigados a passar por um curso sobre a teologia e o rito do sacramento do matrimônio, e só exercem suas funções devidamente credenciados pela Arquidiocese.
Abusos
De acordo com Lia Utilia Souza Babinski, da chancelaria da Arquidiocese de Curitiba, muitos abusos vinham sendo cometidos nas cerimônias e por isso foi necessário estabelecer regras para que a cerimônia em si não perdesse o seu significado. "O sacramento do matrimônio estava sendo esquecido e se tornando mais social do que religioso. Além disso, as regras facilitaram a vida dos noivos e das próprias paróquias", afirma.
Para o padre Osmair, da Paróquia Santuário de Santa Teresinha, uma das mais procuradas pelos noivos em Curitiba, a implantação das novas regras agilizou o andamento dos casamentos em sua igreja. "Aqui seguimos à risca todas as orientações do arcebispo e com elas os casamentos ficaram mais tranquilos na paróquia. Apesar de que muitas vezes as noivas não concordam muito com as regras, mas no fim dá tudo certo", conta.