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Acúmulo de lama e dificuldades de acesso após movimentação de terra tornam tráfego complicado na Colônia Dom Pedro

A movimentação de caminhões e o depósito de grandes volumes de terra em barrancos sem estruturas aparentes de contenção têm provocado o escoamento de lama durante as chuvas, atingindo a rua e o rio que pa

Acúmulo de lama e dificuldades de acesso após movimentação de terra tornam tráfego complicado na Colônia Dom Pedro

Moradores da região da Colônia Dom Pedro, com acesso pela Rua Tietê, em Campo Largo, relatam preocupação com o acúmulo de terra em uma área próxima à comunidade. Segundo um dos moradores, em conversa com a Redação da Folha, a movimentação de caminhões e o depósito de grandes volumes de terra em barrancos sem estruturas aparentes de contenção têm provocado o escoamento de lama durante as chuvas, atingindo a rua e o rio que passa nas proximidades.
De acordo com o relato, a situação tem dificultado a circulação de veículos e colocado em risco quem precisa utilizar o acesso, especialmente em períodos de chuva mais intensa. O morador afirma que já houve veículos atolados, dificuldades para a passagem do ônibus que transporta estudantes da região rural e até a necessidade de moradores ajudarem um entregador que ficou com a motocicleta presa na lama.
O problema também teria afetado o acesso dos moradores à BR-277. Conforme o relato, em determinadas condições, a passagem pela via fica restrita a veículos com tração 4x4 ou de grande porte, obrigando a comunidade a percorrer um trajeto de aproximadamente quatro quilômetros para chegar à rodovia.
O morador explica que o rio já apresentava pontos de alagamento em períodos de chuvas intensas, mesmo antes da situação relatada. A preocupação, porém, é que o depósito de terra nas proximidades agrave os efeitos das chuvas, com o material sendo levado pela água e atingindo a via e o curso d'água.
Ainda comentou que após a chuva há grande dificuldade de secar o local, facilitando que formasse lama no local, e com a circulação de caminhões mantida, dificulta ainda mais o trajeto. Os moradores também demonstram receio diante da previsão de novas chuvas, especialmente porque, conforme o relato, áreas de barranco foram raspadas por máquinas, deixando pouca ou nenhuma vegetação para ajudar a conter o escoamento de água e terra.
Diante da situação, moradores afirmam que já formalizaram denúncias e abriram procedimentos junto aos órgãos competentes, inclusive à Prefeitura de Campo Largo, apontando possíveis irregularidades ambientais e riscos à segurança da população.
A principal reivindicação é que sejam avaliadas as condições da área, as medidas de contenção da terra e os possíveis impactos sobre a rua e o rio, além de soluções que garantam a circulação segura dos moradores.
A comunidade ressalta que não é contrária à atividade desenvolvida na região, desde que sejam adotados os cuidados ambientais necessários, com respeito à preservação da natureza, à sustentabilidade das operações e à segurança de quem vive nas proximidades.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Largo para obter esclarecimentos sobre as denúncias, as condições do local e as medidas que poderão ser adotadas, que respondeu por meio de nota: "Assim que as denúncias chegaram, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente atendeu prontamente a população, acionando os órgãos responsáveis. Para isso, a SMMA realizou diligências no local e, diante das constatações, verificou que possivelmente a empresa contratada estava operando em desacordo com os parâmetros do licenciamento ambiental. Com esta informação, o IAT (órgão responsável pelo licenciamento) foi notificado para que promova a fiscalização, a princípio lavrando auto de infração."

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