Saúde

Hospital São Lucas realiza há 16 anos evento do Outubro Rosa para conscientizar sobre o câncer de mama

A instituição reuniu colaboradores e pacientes do setor de oncologia para mais uma edição do evento “Outubro Rosa: Juntos na Luta Contra o Câncer de Mama”

Hospital São Lucas realiza há 16 anos evento do Outubro Rosa para conscientizar sobre o câncer de mama

Há 16 anos, o Hospital São Lucas, em Campo Largo, promove ações de conscientização sobre o câncer de mama por meio do Outubro Rosa. Nesta quarta-feira (28), a instituição reuniu colaboradores e pacientes do setor de oncologia para mais uma edição do evento “Outubro Rosa: Juntos na Luta Contra o Câncer de Mama”, com orientações sobre diagnóstico precoce, prevenção e tratamento, além de momentos de acolhimento e troca de experiências.
A programação contou com a abertura da Dra. Jane Parolin Melzer Palu, seguida de uma palestra ministrada pelo Dr. Gustavo Canevari, que abordou aspectos relacionados à doença, os principais sinais de alerta e a importância da identificação precoce para ampliar as possibilidades de tratamento.
As participantes também acompanharam vídeos com depoimentos de pacientes, participaram de sorteios de brindes e compartilharam um coffee break. A iniciativa integra as ações realizadas pela instituição ao longo de 16 anos para ampliar a conscientização sobre o câncer de mama.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura
Em entrevista à Folha de Campo Largo durante o evento, o Dr. Gustavo Canevari destacou que o câncer de mama é a neoplasia mais incidente entre as mulheres, desconsiderando os cânceres de pele não melanoma. Segundo ele, as dificuldades de acesso aos exames de rastreamento e às consultas médicas ainda representam obstáculos para o diagnóstico precoce, especialmente entre pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o médico, parte das pacientes chega ao serviço de oncologia com a doença em estágios mais avançados, situação que pode comprometer as possibilidades de tratamento e cura. Ele também observou que, embora a incidência seja maior entre mulheres acima dos 50 anos, há registros crescentes de casos em pacientes mais jovens, inclusive com menos de 40 anos. “É importante fazer o diagnóstico antes de ter sintomas”, ressaltou Canevari, ao explicar que a identificação precoce permite iniciar o tratamento em condições mais favoráveis.
O principal sinal de alerta é a presença de nódulo na mama ou na região da axila. Outros sintomas que merecem atenção são dor, vermelhidão, alterações no mamilo e secreção. Entretanto, o médico reforça que não se deve esperar pelo aparecimento de sinais para procurar atendimento, uma vez que os exames de rastreamento podem identificar alterações antes mesmo de serem percebidas pela paciente.
Embora seja muito menos frequente, o câncer de mama também pode acometer homens. Por isso, alterações suspeitas na região mamária devem ser avaliadas por um profissional de saúde, independentemente do sexo.

Estágio da doença influencia o prognóstico
Durante a entrevista, Dr. Gustavo explicou que as chances de cura estão diretamente relacionadas ao estágio em que o câncer é identificado e ao tratamento realizado. Segundo ele, quando a doença é diagnosticada no estágio inicial, as taxas de cura podem ultrapassar 90%, chegando a aproximadamente 95% em determinados casos.
Já nos estágios mais avançados, especialmente quando há metástases, o tratamento se torna mais complexo e as possibilidades de cura diminuem. O médico destacou, por isso, a importância de ampliar o acesso à informação e aos exames preventivos.
A orientação é que as mulheres mantenham o acompanhamento de saúde e procurem as unidades básicas de saúde para receber orientações sobre o rastreamento adequado à sua idade e às suas condições individuais.

Como buscar atendimento pelo SUS
O Dr. Gustavo também explicou como funciona o acesso ao atendimento oncológico no Hospital São Lucas. Por ser uma Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o hospital recebe pacientes encaminhadas pelos serviços de saúde responsáveis pela regulação do atendimento.
Para quem utiliza o SUS, a porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS). A partir da avaliação inicial, a paciente pode ser encaminhada para exames, consultas especializadas e, quando necessário, para o tratamento oncológico.

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