O Colégio Estadual Cívico-Militar Macedo Soares, em Campo Largo, passará por uma ampla reforma com investimento de R$ 1.389.014,14. A Ordem de Serviço para o início das obras foi assinada na manhã desta quarta-feira (29), durante evento realizado na própria instituição, com a presença de autoridades estaduais, municipais e comunidade escolar.
A obra será executada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e prevê intervenções em diferentes espaços da escola, que tem mais de um século de história. O projeto contempla a reforma de salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditório, sanitários, áreas administrativas e espaços de convivência, além da modernização da rede elétrica.
Também estão previstas melhorias de acessibilidade, como a instalação de plataformas elevatórias e piso podotátil, além de adequações às normas de prevenção e combate a incêndios. As intervenções têm como objetivo proporcionar mais segurança e melhores condições de atendimento para estudantes, professores e toda a comunidade escolar.
Para o secretário Roni Miranda, que estudou no Macedo Soares durante o Ensino Médio, a reforma tem um significado especial, pois a intervenção representa uma nova etapa para uma escola que tem importância histórica para Campo Largo. “Para mim, como secretário de Estado da Educação, significa muito, porque eu fiz o meu ensino médio aqui no Macedo Soares. Agora, vir para dar a Ordem de Serviço desta obra tão importante representa muito”, afirmou.
Roni também destacou que a reforma deve preparar a estrutura da escola para receber novos investimentos, como a instalação de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula e laboratórios. Segundo o secretário, a modernização da rede elétrica é uma das etapas necessárias para garantir que os equipamentos possam ser utilizados adequadamente. “A reforma vai toda a parte de infraestrutura, telhado, parte elétrica. Vamos fazer a parte elétrica agora para colocar também o ar-condicionado. Não para por aí, resolvendo a parte elétrica, ela terá condição de receber ar-condicionado em todas as salas de aula e nos laboratórios”, explicou.
Colégio tem 115 anos de história
A diretora do Macedo Soares, Kalina Rocha, que assumiu a direção da unidade no início de 2025, destacou que a comunidade escolar recebeu com entusiasmo a confirmação da reforma. Segundo ela, a instituição tem 115 anos de história, enquanto o prédio atual possui cerca de 90 anos, o que faz com que a manutenção e as melhorias estruturais sejam demandas constantes.“Nós recebemos a comunicação há umas duas semanas de que ganharíamos essa reforma e foi uma festa, uma alegria para nós. É um prédio antigo, que demanda reformas sequenciais”, relatou.
Para a diretora, a melhoria do ambiente escolar também contribui para o processo de aprendizagem e para a relação dos estudantes com o espaço onde passam grande parte do dia. “Uma escola bem organizada, bonita, bem arrumadinha, tem um impacto sobre a aprendizagem do aluno. Ele se sente acolhido, se sente bem, pensa ‘gostam de mim, cuidam de mim’. Isso é muito importante”, afirmou.
Kalina ressaltou ainda que a reforma deve beneficiar diretamente os cerca de 560 estudantes que circulam diariamente pela unidade. Entre as melhorias consideradas prioritárias estão a modernização dos banheiros, a adequação da rede elétrica e a reorganização dos ambientes. “Quando você tem um grupo circulando todos os dias, com 560 alunos, tudo é prioritário. Os banheiros são muito importantes, a parte elétrica também, porque quando chove muito a tendência da rede elétrica cair praticamente paralisa a escola. A questão das salas de aula, com paredes bem pintadas e um ambiente organizado, também influencia no clima escolar”, explicou.
A diretora também destacou as melhorias de acessibilidade previstas no projeto. Segundo ela, a instalação de rampas e outras adequações contribui não apenas para estudantes com mobilidade reduzida, mas para a segurança de toda a comunidade escolar. “Embora não tenhamos muitos alunos com mobilidade reduzida, temos adolescentes do sexto e sétimo ano que gostam muito de correr. Isso é fundamental para evitar acidentes e passa uma leitura para a comunidade de que a escola é cuidada”, disse.
Ar-condicionado e reforço da rede elétrica
Além das intervenções previstas na reforma, o colégio já recebeu aparelhos de ar-condicionado que serão instalados em todas as 11 salas de aula, nos dois laboratórios e no auditório. De acordo com a direção, os equipamentos já estão disponíveis, mas a estrutura elétrica da unidade precisa ser reforçada para suportar a demanda.
A modernização da rede elétrica prevista na obra também deve atender à ampliação dos equipamentos tecnológicos utilizados pela escola. Entre eles está uma tela interativa de 86 polegadas, que exige maior capacidade da rede para funcionar adequadamente. “Essa reforma agora, junto com a rede elétrica, é para suprir tudo o que está chegando e tudo o que está acontecendo. A estrutura é muito antiga e nem sempre dá conta. Então, precisamos dar esse suporte”, explicou Kalina.
O secretário Roni Miranda destacou que a reforma representa uma transformação importante para um colégio que, além de sua relevância histórica, está localizado na região central e atende estudantes de diferentes bairros e perfis sociais.
Durante o anúncio, o prefeito Mauricio Rivabem também destacou a parceria entre o município e o Estado para a elaboração de um projeto de cobertura da quadra esportiva do colégio. Segundo ele, o projeto desenvolvido pela Prefeitura está praticamente finalizado e deverá ser encaminhado ao Governo do Estado para viabilizar a execução da obra. “Isso é uma parceria com o Estado. Eles pediram para nós uma parceria e, através da Prefeitura, conseguimos fazer o projeto. Hoje, ele já está praticamente finalizado e vai para o Estado para poder fazer essa obra”, explicou o prefeito.
A quadra fica na região da Rua XV de Novembro e, atualmente, não possui cobertura, o que limita a utilização do espaço em dias de chuva e durante períodos de frio.
O prefeito também ressaltou que os investimentos na infraestrutura educacional fazem parte de uma estratégia mais ampla de ampliação e melhoria da rede de ensino em Campo Largo. Segundo ele, há projetos para a construção de novas unidades escolares e a busca por áreas para futuras escolas. “Quando você fala em uma reforma de quase R$ 1,4 milhão, está falando que isso vai dar uma estrutura diferenciada e uma segurança diferenciada também. A ideia nossa é essa, dar oportunidade no Centro, mas também nas escolas dos outros bairros”, afirmou.
Para a direção, além da modernização física, a expectativa é que a transformação fortaleça o sentimento de pertencimento dos estudantes em relação à escola. “Eu quero envolvê-los nisso, porque eles têm que ser donos da escola, querer vir no dia seguinte, não sujar e não quebrar, porque ela é deles. Quero passar para eles uma reforma que demanda muito trabalho, para que sintam e percebam o custo pessoal que tudo terá para que a casa deles fique bonita e boa”, concluiu Kalina.
Foto: Lucas Fermin