Em 2004 iniciou-se a construção da nova capela sobre a antiga, pois é preciso preservar a pedra fundamental.
Não há história sem registros, sejam eles escritos ou fotografados, e para levantar dados de décadas atrás fieis da Capela de São Roque na região de Campina no Botiatuva entrevistaram diversos moradores, religiosos e informações do Livro Ata da capela para fazer o resgate histórico da igreja. Datas do final do século XIX não foram encontradas, apenas relatos a partir da década de 30.
Soube-se que a capela de São Roque foi fundada por Amante Camilo, Fidelis Camilo, Luiz Mazzo e Carlos Seguro, quando foi construída uma pequena capela feita de madeira, de aproximadamente dois metros quadrados.
Na época, o Santo São Roque não era representado por uma imagem e sim por um quadro de parede com o retrato do santo, sendo as missas rezadas na Colônia Campina, devido a Capela não acomodar mais do que uma pessoa. Já os terços nos dias santos eram rezados na frente da capelinha.
A primeira missa rezada na capela foi celebrada pelo Padre João Moréli que usava para a sua locomoção, uma a carroça, pois o mesmo pertencia à comunidade de Rondinha.
Com o aumento da participação das pessoas, houve a necessidade de uma capela maior, a construção teve início em meados de 1935 com a participação dos membros, assim como a colaboração de Pedro Seguro, morador da região. Os materiais para a construção da capela foram doados pela própria comunidade e também nesta época foi trazida a imagem de São Roque a qual permanece até hoje no interior da igreja. Esta capela media aproximadamente 30 metros quadrados e tinha apenas duas fileiras com três bancos.
Posteriormente a comissão se preocupou em adquirir o terreno para a construção de uma nova igreja e desta forma, Antonio Slompo, Francisco Lopes da Silva, José Camilo, Vergílio Camilo e José Lopes da Silva efetuaram a compra deste terreno. A nova construção da capela iniciou com a benção da pedra fundamental em 15 de agosto de 1963.
Mais tarde, houve mudança na diretoria e no andamento das obras da igreja. Nesse período também teve início a celebração dos cultos dominicais por Roberto Martaus e Antonio Torres e o seminarista Antonio Zapchon. Em abril de 1984 a capela recebeu a visita dos padres missionários e na época o culto passou a ser celebrado pelo seminarista João Batista Chemin e pelo presidente e ministro Altair Lopes Vieira com o auxilio de Diolmar Lopes Vieira.
Desde 1963, com a benção da pedra fundamental muitas pessoas já passaram pela capela, mas agora o conselho administrativo viu a necessidade de dar lugar a uma nova capela, mais ampla. Desde a construção em 1935 a estrutura da igreja nunca tinha mudado o seu formato original, apesar de ter passados por reformas. Atualmente a capacidade de acomodar os fieis no final de semana é entre 150 a 200 pessoas. A igreja é muito bonita e preserva muitos detalhes.
Com o aumento da participação da comunidade, em meados de 2004 iniciou-se a construção da nova capela sobre a antiga, pois é preciso preservar a pedra fundamental, até o momento a construção não tem data para término.