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Contribuintes campo-larguenses podem destinar até 6% do Imposto de Renda sem pagar a mais

Contribuintes campo-larguenses podem destinar até 6% do Imposto de Renda sem pagar a mais

O início da entrega do Imposto de Renda começou nesta segunda-feira (23) em todo o país, com expectativa de mais de 40 milhões de declarações até 29 de maio — cerca de três milhões apenas no Paraná. Em paralelo, a Prefeitura de Campo Largo lançou a campanha que incentiva contribuintes a destinarem parte do imposto para fundos municipais que financiam projetos sociais.
A proposta permite que o cidadão direcione uma parcela do imposto devido para ações voltadas a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade, sem custo adicional. Na prática, o valor não sai do bolso do contribuinte, ele apenas deixa de ir integralmente para a União e permanece no município.
Pessoas físicas que optam pelo modelo completo podem destinar até 6% do imposto devido. Já empresas tributadas pelo lucro real podem direcionar 1%. Caso haja imposto a pagar, o valor é abatido; se houver restituição, ele é somado. Em ambos os casos, não há aumento da carga tributária.
Apesar do potencial, a adesão ainda é baixa. Em 2025, Campo Largo destinou R$ 169,7 mil aos fundos municipais, apenas 4,24% dos cerca de R$ 4 milhões que poderiam ter sido direcionados. A maior parte dos recursos possíveis acabou não sendo aproveitada para financiar políticas públicas locais.
Segundo a prefeitura, os valores arrecadados são aplicados em projetos acompanhados por conselhos gestores e fiscalizados por órgãos de controle. Entre as ações beneficiadas estão iniciativas de proteção à infância e atividades voltadas à população idosa, como oficinas de convivência, estímulo cognitivo e práticas de saúde.
O processo pode ser feito diretamente na declaração do Imposto de Renda, de forma simples e automática pelo programa da Receita Federal, ou por meio de doações realizadas ao longo do ano, posteriormente deduzidas.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Pedro Parolin Teixeira, a destinação é uma forma de manter recursos na cidade e ampliar o impacto social. “É uma maneira de o contribuinte decidir onde o dinheiro será aplicado e fortalecer projetos locais”, afirma.

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