Quinta-feira | 20 de Janeiro de 2022 23:20
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Opinião

Variante Ômicron vem alertar que pandemina não acabou

Há dois anos recebíamos uma notícia bastante desagradável de Natal. A notificação da existência de um vírus ainda não conhecido, que já tinha feito vítimas na China e estava chamando a atenção na cidade de Wuhan.

Há dois anos recebíamos uma notícia bastante desagradável de Natal. A notificação da existência de um vírus ainda não conhecido, que já tinha feito vítimas na China e estava chamando a atenção na cidade de Wuhan. Embora nós brasileiros ainda tenhamos levado uma vida normal por aqui, em poucos meses este vírus chegou e levou 615 mil vidas importantes para nós. Da nossa cidade, 498 pessoas que fazem falta diariamente em suas casas, seus círculos de amigos. Agora a desagradável surpresa ao nos depararmos com notícias sobre a descoberta de uma variante, dois anos depois. Ainda mais contagiosa do que a primeira, dizem os médicos, porém, pouco se sabe sobre ela.

A variante Ômicron vem para alertar que a pandemia ainda não acabou e que manter os cuidados essenciais e básicos, que estávamos até então “cansados de ouvir”, devem ser mantidos. Lavar as mãos, usar álcool em gel, máscaras de proteção facial, manter o distanciamento e evitar aglomerações são coisas básicas a serem feitas.

Uma pesquisa feita pela Xlear mostrou que muitos brasileiros planejam não manter os cuidados básicos no futuro. Lavar as mãos com frequência estará nos planos de apenas 64% dos entrevistados, usar álcool em gel somente na metade deles. 44% dizem que evitarão tocar as mãos sujas no nariz e 36% na boca. Para nos mantermos seguros, as medidas de segurança precisam ser aplicadas sempre, pois elas previnem muito mais que a Covid-19. Perguntar quando a pandemia irá acabar é pedir para receber uma resposta muito variável.

Embora hoje o Brasil tenha 63,3% da população imunizada com duas doses (dados da última quinta-feira - 02 de dezembro), em outubro havia previsões que o continente africano não atingiria a meta de vacinação contra a Covid-19 até o final de 2021, que era de imunizar pelo menos 40% da população nos 54 países que compõem.

Campo Largo está com baixa de casos de Covid-19, também por causa da adesão das pessoas à vacinação e a proteção - embora já tenhamos visto lugares específicos em que as máscaras vão parar no queixo ou embaixo do nariz, na falsa sensação de segurança. Não somos uma cidade isolada no mundo e precisamos manter cuidados mínimos, especialmente agora em que o verão começa, o turismo é fomentado por conta dos enfeites de Natal e o comércio fica mais cheio. No Boletim da Covid desta quarta-feira (01), somente uma pessoa internada em enfermaria, que havia se recuperado da UTI. Ninguém na UTI. Nove casos ativos, sendo oito em isolamento e quatro novos

. Está baixo, mas mostra que o vírus ainda circula em nossa região. Vamos manter o foco, tanto na nossa saúde, como na saúde do nosso próximo, porque a pandemia ainda não acabou.