Terça-feira | 11 de Maio de 2021 01:48
EM CAMPO LARGO 16º | 20º  
Opinião

Um importante passo para aumentar a vacinação

Na noite desta quarta-feira (07) foi dado um importante passo no avanço de uma vacinação mais eficiente no Brasil.

Na noite desta quarta-feira (07) foi dado um importante passo no avanço de uma vacinação mais eficiente no Brasil. A Câmara dos Deputados aprovou a proposta que dá poder à iniciativa privada para a aquisição de vacinas contra a Covid-19, na intenção de imunizar seus colaboradores. Em contrapartida, as empresas que adotarem o sistema, de acordo com a proposta, precisam doar a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que permitiria que o estado brasileiro até economizasse dinheiro público na aquisição de novas doses.

Além de colaboradores, estagiários, autônomos e empregados de empresas de serviço temporário ou terceirizados também poderão ser imunizados com a aquisição de vacinas por parte das empresas onde atuam. De acordo com o texto, às pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos essa permissão é válida para associados ou cooperados. Na Câmara o texto foi aprovado por 317 a 120 votos. Vale ressaltar que tudo ainda se trata de uma proposta e que agora segue para o Senado.

Caso venha ser aprovado, o próprio projeto prevê normas estabelecidas e punições para descumprimentos. As empresas poderão adquirir vacinas que sejam aprovadas e reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde e tenham autorização para uso emergencial, mas que o SUS não pode usar por falta de autorização da Anvisa. Mesmo na iniciativa privada, a vacinação deve obedecer o Plano Nacional de Imunização.

Com o projeto aprovado e sendo executado no Brasil, os trabalhadores poderão ser imunizados e conseguirão executar suas funções com maior segurança. Embora a vacinação não blinde uma pessoa da infecção por Covid-19, faz com que casos graves, tais como vemos diariamente e parecem estar cada vez mais próximos de nós, aconteçam.  Ainda que com passos curtos, poderemos ver o Sistema de Saúde desafogar dos casos de Covid-19 e voltar a dar atenção aos casos preventivos, que hoje estão parados. No futuro, pacientes que hoje poderiam ter uma doença controlada por meio de diagnóstico precoce e tratamento, poderão ter agravantes e causar ainda mais colapsos e mesmo óbitos, infelizmente.

Ser contrário a um projeto que levará imunizantes aos trabalhadores, que hoje sofrem com crise econômica e risco de fechamento de postos de trabalho, em um período onde estão sendo registrados mais de 4.100 mortes por dia – dessas, mais de 400 no Paraná – é ser contrário à garantia de uma saúde pública mais eficiente.

Como disse o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), não está sendo permitida a população “furar-filas” para adquirir a vacinação, mas sim permitir um fluxo melhor na fila do SUS, pois quando uma pessoa é imunizada na rede privada, abrem vaga para outras duas no SUS. Se queremos nossas “vidas de volta”, como muitos costumam dizer, que estejamos abertos a assumir que hoje a iniciativa privada é a melhor opção como aliada à vacinação.