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Opinião

Um ano de incertezas e agora marcado pelo momento mais crítico

A pandemia da Covid-19 foi oficialmente decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 11 de março de 2020.

A pandemia da Covid-19 foi oficialmente decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 11 de março de 2020. No dia seguinte o Paraná confirmou os seis primeiros casos da doença e a nível Brasil eram 60 casos de pessoas contaminadas pelo vírus, que já se espalhava por 116 países desde o final de 2019.

Vimos o mundo virar um caos, pela televisão, até que virou a realidade dos brasileiros também. Vimos países em lockdown e agora isso chega a nós. O mais triste é ter chegado ao auge no número de mortes – 2.286 vidas perdidas registradas neste último dia 10, sendo que no dia anterior já tinham sido 1.972 mortes, que até então era o maior número. Na soma, mais de 270 mil brasileiros não resistiram à doença, entre os mais de 11 milhões já contaminados.
Chegamos, no Paraná, a 1.300 pessoas na fila de espera de um leito. Um número alarmante, que parece até mentira estarmos vivendo isso. Imaginar o sofrimento destas pessoas, sendo grande parte de quem precisaria urgente de respirador. Mas tem aumentado tão exponencialmente o número de casos que falta estrutura. Até então estávamos conseguindo atender, mas a situação está mais crítica.

Por isso os decretos mais rígidos, mas que continuam polêmicos. Enquanto há situações em que geram aglomerações que continuam a acontecer, o comércio acaba sendo penalizado, mesmo tomando os devidos cuidados. A briga é grande para se chegar num senso comum do melhor a se fazer. Aulas que voltam, aulas que são prorrogadas. Ficamos sem saber o que fazer.

Com essas novas variantes, a Covid está se espalhando muito mais rápido e de forma ainda mais agressiva, em grande quantidade em grupos que antes não estavam como “de risco”, mas mesmo assim levando à morte.

Neste dia 10 também veio uma boa notícia, mas que infelizmente não será colocada em prática de imediato. O presidente Jair Bolsonaro assinou o Projeto de Lei (PL) 534/2021, que autoriza estados, municípios e o setor privado a comprarem vacinas contra a covid-19 com registro ou autorização temporária de uso no Brasil. Mas enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, as doses deverão ser integralmente doadas ao Sistema Público de Saúde (SUS). Após a conclusão dessa etapa, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas comprada desde que as doses sejam aplicadas gratuitamente. A outra metade deverá ser remetida ao SUS.

A verdade é que a vacinação já deveria estar acontecendo de forma massiva, assim como nos Estados Unidos. No início desta semana o anúncio de que o Brasil espera ter, neste mês, de 25 milhões até 28 milhões de doses entregues aos estados para cumprir o Plano. Assim esperamos, que venha em ritmo acelerado para salvar tantas vidas e famílias que estão sendo destruídas por este vírus, que parece não ter fim.