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Terça-feira | 02 de Março de 2021 15:03
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Situação pode ficar apertada em 2021 para as famílias

Quem trabalha todos os meses para sustentar a família ou a casa deve estar assustado com tantas altas de preço encontradas logo na entrada do ano.

Por: Redação

Quem trabalha todos os meses para sustentar a família ou a casa deve estar assustado com tantas altas de preço encontradas logo na entrada do ano. O que não faltam são notícias falando da alta dos preços dos itens da cesta básica, aumento da tarifa da água a partir de fevereiro - somado à necessidade do racionamento - e o preço do butijão de gás de cozinha. A energia elétrica se manteve mais “barata” no mês de janeiro, por conta da vigência da bandeira amarela e a carne tende a ter valores mais estáveis em 2021, após um ano bastante truculento em 2020 - mas ainda é uma tendência de mercado.

Durante o ano de 2020, de acordo com levantamento do Dieese divulgado no início da semana, tendo como base a capital Curitiba, pela proximidade com Campo Largo, os alimentos que mais sofreram aumento foram o arroz e o feijão, produtos básicos da alimentação brasileira.

Ao final dos 12 meses de 2020, a cesta básica na capital fechou no valor de R$ 540,36, representando uma alta de 17,76% em comparação ao ano de 2019. Esse aumento não é único, já que de acordo com os próprios economistas da instituição, a tendência dos últimos anos foi sempre o aumento do preço dos produtos, visualizado em 2019 na casa de 9,5% mais alto, custando à época R$ 435,90.

O que preocupa muito é que nem só de cesta básica é composto o salário do brasileiro. Caso ele receba somente um salário mínimo estadual - que hoje está em R$ 1.467,40 a R$ 1.696,20 dependendo da categoria - sem benefícios de vale alimentação, por exemplo, , uma grande porcentagem será gasto em alimentação básica - contabilizando as custas com frutas, verduras, legumes e carnes necessários para uma alimentação equilibrada e saudável.

Sobram ainda a necessidade de incluir as contas essenciais do dia a dia e os problemas que acabam acontecendo e demandando gastos, como a necessidade de comprar algum medicamento ou fazer algum reparo emergencial não previsto em casa. Equilibrar as contas tem sido um desafio cada vez maior para para o brasileiro, que precisa acordar cedo, enfrentar ônibus lotado mesmo em meio a uma pandemia.

Por falar nela, a pandemia ainda abalou a estrutura das empresas, que precisaram cortar gastos para continuar sobrevivendo e muitas vezes até demitir pessoal. O desemprego assola muitos hoje, que temem perder o pouco que têm. Outros, que já estão em situações mais críticas vivem de trabalhos independentes, procurando meios de sobreviver por meio da economia criativa - alguns empregos poderiam ter sido extintos se não fosse a criatividade das pessoas neste período de isolamento social. Sem o auxílio emergencial, a situação poderá apertar ainda mais para o brasileiro que não conseguiu se recolocar no mercado de trabalho, que se encontra em crise. Não é raro ver situações em que pessoas pedem doações.

A aposta maior tem sido a vacina, para que os setores da economia voltem a aquecer, o dinheiro circule mais e crie maiores oportunidades. Até lá, 2021 exige que sejamos cautelosos com nossos gastos e tenhamos uma programação maior do que precisa ser feito.

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