Sábado | 12 de Junho de 2021 22:44
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Opinião

Para onde foi o amor ao próximo?

Infelizmente, notícias tristes parecem ter tomado conta dos jornais nos últimos dias

Infelizmente, notícias tristes parecem ter tomado conta dos jornais nos últimos dias. Muitos irão dizer que notícias ruins sempre ocuparam maior parte dos noticiários, mas hoje as atualizações sobre os casos de Covid-19 dividiram espaço com casos de violência crescentes, em todo o Brasil e também no mundo.

O que mais assusta ao ter contato com essas notícias é ver que são pessoas próximas. Mães, pais, companheiros dessas pessoas, maridos, esposas, familiares e amigos que cometem atrocidades com pessoas que  deveriam proteger. Não há justificativas em nenhuma situação para a violência, independente de ser conhecidos ou desconhecidos, mas parece que quando acontece dentro de casa, dói mais, causa mais indignação em quem assiste.

Acompanhamos há poucas semanas o desenrolar do caso do menino Henry, e já nos deparamos com o caso do menino Gael, de apenas 03 anos, morto pela mãe. Há poucos dias, um homem invadiu uma escola infantil e assassinou três bebês e duas profissionais da Educação. Medidas já foram tomadas em Santa Catarina e escolas passarão a ter vigilantes para evitar casos como esses. O acusado está vivo, saiu do hospital e já está preso.
Esse peso de estar informado com notícias tão difíceis quanto as de violência também nos fazem refletir sobre justiça. Durante os últimos dias foi possível acompanhar dois importantes julgamentos de casos tristes que aconteceram no Paraná e envolveram a violência contra a mulher. O primeiro caso é o da advogada Tatiane Spitzner, que foi encontrada morta após queda do quarto andar do apartamento em que morava. O seu então marido, Luis Felipe Manvailer, foi condenado no tribunal do júri  a 31 anos de prisão por matar a esposa em 2018 e por fraude processual. Nesta quarta-feira (12), após quase 13 anos, iniciou o julgamento do réu identificado por DNA, acusado de matar Rachel Genofre, que tinha 09 anos na época, e deixar o corpo da menina com sinais de violência sexual, dentro de uma mala de viagem na Rodoviária de Curitiba.

A crueldade infelizmente sempre se mostrou presente nos nossos dias. Há quem diga que o mundo está se tornando mais carente de amor e tolerância, de pessoas que buscam entender o outro e ajudá-lo de alguma maneira. Talvez se nós nos propusermos a realmente estender a mão para alguém, ao invés de julgar ou instigar intrigas, conseguiríamos transformar a vida de alguém. Hoje estamos tão distantes de tudo e mesmo de nós. Quando temos tempo, cabe a nós mesmos nos perceber se ele está sendo bem empregado, usado para se conectar de maneira integral com seu próprio interior e assim somar na vida dos familiares e amigos. Dizemos isso porque quando não estamos em um equilíbrio interno, as chances de se tornar intolerante, violento e mal, é muito maior; é quase certo. O amor exige clareza de ações, então, para dias melhores, que possamos ser mais cristalinos.