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Opinião

Ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil

Já parou para prestar atenção na letra do Hino da Independência? Pelo menos lembra dele da época da escola ou dos desfiles de 07 de Setembro?

Já parou para prestar atenção na letra do Hino da Independência? Pelo menos lembra dele da época da escola ou dos desfiles de 07 de Setembro? Diante de tantas músicas que temos no país, sem conteúdo algum, deveríamos ficar mais atentos a um dos maiores símbolos nacionais, riquíssimo em conteúdo e com uma bela melodia. Muitas lições a serem aprendidas por meio dele.

O Hino da Independência resgata em nós um sentimento de pertencimento, de orgulho, acima de tudo. São tempos difícieis, mas acredite, já foram bem piores neste país. Quantas pessoas já morreram neste país para que você pudesse escolher entre ficar no TikTok, Instagram ou ler um livro? Entre sair trabalhar ou preferir ficar em casa?

Ouvir os hinos brasileiros resgatam em nós um pouco da História que aprendemos na escola e nos leva ao sentimento de patriotismo. De alguns anos para cá, parece que ser um patriota é errado, é ser intolerante com o próximo, sinônimo de ignorância. De acordo com o dicionário Oxford Languages, patriota “é aquele que ama a pátria e a ela presta serviços”. Ser um patriota é fazer algo de bom pelo seu país de origem, preservar a sua cultura e sua nação. Pelo mundo, ao nos depararmos com pessoas de outros países, veremos a cultura do patriotismo bem mais difundida, “na ponta da língua” e principalmente sendo apresentada com orgulho.

Muitos irão argumentar que se torna “impossível” ser patriota em um país com tanta corrupção, com uma economia tão instável e cenário político que beira o vexatório. Porém, é importante lembrar que cada um de nós contribuímos para a construção deste país, seja por meio do nosso trabalho, das nossas escolhas, do nosso voto e do exercício da nossa cidadania.

Existem meios de cobrar mudanças, porém o que é feito da sua parte? Você participa?
Muitos caíram naquela divisão tola, que enfraquece o país e faz com que muitos escolham votar em seus representantes por medo do concorrente e não pela melhor proposta. A população não deve ser dividida, ela está junta no mesmo barco e precisando escolher o mais capacitado para direcionar o leme, se escolher errado, todos irão afundar. Até aqueles que dão risada imersos na própria desgraça. Como a união está presente na hora das Olimpíadas, Paraolimpíadas, Copa do Mundo e não está presente nas eleições? Ou melhor, nos quatro anos prosteriores a elas? Lembre-se que a velha frase “o governo é o reflexo de seu povo” torna-se verdadeira a partir do momento que deixamos de ocupar os espaços a nós reservados, como protagonistas do processo de cidadania.

Se pudermos sugerir uma atividade para você, leitor, neste 07 de Setembro, pelo segundo ano átipico em decorrência de uma pandemia que ainda está em curso, apesar dos números menores, e sem desfile para prestigiar as escolas, que procure saber pelo menos um pouco da História do Brasil. Conte aos seus filhos, sobrinhos, crianças próximas de você. Pesquise sobre o cenário atual do nosso país. Contribua de certa forma para construir uma geração mais antenada ao que acontece, pois é no momento que estamos distraídos que a tomada do poder acontece. Conhecimento e informação são a chave.