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Quinta-feira | 25 de Fevereiro de 2021 13:47
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O quanto eu sou responsável pelo que acontece com o próximo?

Diante de uma proposta tão bem aceita na semana anterior, porque não trazer mais um momento de reflexão? O quão responsável “eu” sou pelo que está acontecendo na cidade hoje? Vamos esquecer por um momento os terceiros, vamos olhar para as nossas próprias atitudes?  

Por: Redação
Quando tudo começou, ainda em março deste ano, uma grande onda de medo se instalou nas pessoas. Tudo se assemelhava a uma verdadeira cena de guerra, com ruas vazias e, ao sair de casa, pessoas se protegiam de maneira que beirava o absurdo para alguns, ou o exageiro para outros; tomavam vários banhos e não ousavam entrar em casa calçando os mesmos sapatos que tinham ido para a rua. A máscara era usada com todo o cuidado e o distanciamento social era tão respeitado a ponto de quase dar briga.  Pessoas cuidavam delas mesmas, cuidavam dos outros e de suas casas. 
 
Os meses passaram. Alguns mais rápidos que outros e com eles a paciência esgotou. Resultado? Parques e praias cheios, festas e reuniões acontecendo sem observar as regras de distanciamento social, pessoas se abraçando e até bebendo no mesmo copo - basta abrir a rede social para ver isso acontecer. O amor próprio acabou? Não, segundo muitos, a culpada é a exaustão do isolamento que chegou e, com ela, todos pagam, inclusive as crianças que estão há meses sofrendo por não conseguirem brincar com outros da sua própria idade, como mostramos em uma matéria na última semana e que poderá deixar marcas profundas por toda a vida, como a ansiedade e o estresse. 
 
O último editorial publicado pela Folha no Facebook trazia uma reflexão aos leitores, perguntando para eles como foi o ano de 2020, se havia sido bom ou ruim, se foi um ano de crescimento, um ano memorável ou digno de esquecimento. Realmente “vocês” aceitaram nosso desafio de reflexão e usaram o espaço para desabafar. Para alguns, o ano foi marcado pela tristeza da despedida, pelas dores e chagas da doença ou pela incerterza do desemprego. Para outros, “se não fosse a pandemia”, esse seria o melhor ano da sua vida, marcado pela chegada de uma vida ou pela conquista de um sonho. 
 
Diante de uma proposta tão bem aceita na semana anterior, porque não trazer mais um momento de reflexão? O quão responsável “eu” sou pelo que está acontecendo na cidade hoje? Vamos esquecer por um momento os terceiros, vamos olhar para as nossas próprias atitudes, para todas as vezes que poderia ter tomado um caminho diferente, uma escolha menos egoísta, mas ainda assim decidi atender minhas próprias vontades e colocar a mim e outras pessoas que amo em risco. 
 
Se você não entendeu esse momento que estamos vivendo, mesmo passando nove meses de pandemia - o que já poderia ter gerado uma vida - é que tudo começa em você e no seu grau de responsabilidade e comprometimento com o seu bem-estar e em quanto você está preocupado em assegurar que outras pessoas à sua volta se mantenham protegidas. Quando você se cuida, outras dezenas de pessoas se mantêm a salvo. Não será um final de ano fácil, mas será um final de ano muito mais tranquilo se você estiver saudável. Por isso, se cuide, se ame e presenteie seu próximo com saúde. 
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