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Opinião

Como será o trabalho e o consumo pós-pandemia?

Estamos vivendo uma nova era. Nós já sabíamos e até discutíamos sobre esse assunto – na internet por conta do isolamento social – ao aparecerem os primeiros casos de Covid-19 no Brasil.

Estamos vivendo uma nova era. Nós já sabíamos e até discutíamos sobre esse assunto – na internet por conta do isolamento social – ao aparecerem os primeiros casos de Covid-19 no Brasil. Nada mais seria da mesma forma, o relacionamento, a maneira de trabalhar e consequentemente a maneira de consumir também já é diferente.

Um estudo feito pelo Instituto Locomotiva mostrou que 91% das pessoas acreditam que nada será como antes. Não necessariamente isso seja algo ruim, podem ser oportunidades de inovação para conquistar e fidelizar os clientes. Esta mesma pesquisa mostra que 62% das pessoas confirmam que a situação financeira está igual ou melhor do que antes. Se diante do desemprego, a maioria afirma estar em patamar igual, ou melhor, é sinal que tem sido, de certa forma, aproveitado as oportunidades e encontrados nichos para investir seu tempo e trabalho para conseguir sustento.

Prova disso é que o Brasil bateu recorde na abertura de novas empresas no primeiro semestre de 2021, último dado disponível. Foram 2.070.817 novos negócios, que, conforme divulgado pelo G1, foi recorde para o período desde o início da série histórica, em 2010, segundo dados da Serasa Experian. Destas mais de dois milhões de novas empresas abertas, 80% foram com CNPJ de microempreendedores individuais, o MEI, que vem conquistando brasileiros desde seu início em 2008. Trabalhar “por conta”, ser “pejotizado” – quando ela acontece conforme a lei – será a tendência do mercado de trabalho?

Com tantas empresas formadas, será necessário se sobressair para conquistar novos clientes e isso se dá por meio de inovações, humanização ao chamar a atenção dele, no atendimento da venda e no pós também. Há ainda quem inclua a maneira de se posicionar feita pela empresa, principalmente na internet, principalmente ao colocar assuntos como sustentabilidade e inclusão dentro dos paradigmas da empresa.

Hoje, os consumidores estão mais atentos ao que consomem e essa não é uma tendência nova, mas algo que já vem sendo visualizado desde 2018. Essa é uma tendência global, cada vez mais disseminada principalmente pela internet. Segundo pesquisa feita pela PwC (PricewaterhouseCoopers), a estatística é que pelo menos 50% dos consumidores globais alegam estarem mais preocupados com o meio ambiente.  Isso não quer dizer que a empresa precisa se posicionar sobre todos os assuntos, em todos os momentos, mas a partir do momento em que o consumidor busca saber mais sobre o produto, ela precisa estar preparada para respondê-lo da melhor maneira possível.

Outro ponto é a humanização do atendimento, algo que já foi apresentado em matérias da Folha de Campo Largo. Se mostrar interessado no desejo do cliente é essencial para fidelizá-lo, ainda que no primeiro contato a venda não seja efetuada. Clientes estão sempre em busca de experiências positivas, que ela seja iniciada com um bom atendimento, pois as chances de retorno são maiores. Estar online também faz a diferença. Segundo estudos da Hootsuit – We Are Social foi o Brasil o campeão em aumento de redes sociais nos últimos 12 meses, quando gerou aproximadamente 10 usuários por segundo.

Já pensou em como tudo isso impacta no futuro das nossas próprias vidas? Ao pensar e se interar mais sobre o assunto, quem sabe não surjam ideias inovadoras para este novo momento do mundo.