Terça-feira | 13 de Abril de 2021 19:22
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Opinião

A oscilante vida pós-Covid-19 que mal nos deixa respirar

Há quase um ano os brasileiros navegam de onda a onda em meio a um mar de incertezas diante de um vírus bastante traiçoeiro.

Há quase um ano os brasileiros navegam de onda a onda em meio a um mar de incertezas diante de um vírus bastante traiçoeiro. Embora milhares de pessoas tenham se mostrado bastante cuidadosas, não escaparam de ser vítimas desse mal, que acabaram deixando sequelas físicas e mentais. Ainda mais que acabaram ceifando as vidas de mais de 250 mil pessoas, chegando a ultrapassar a marca de mil pessoas por dia, desestabilizando lares e destruindo famílias.

Se em uma semana nós comemoramos a vinda das vacinas, as primeiras aplicações e a aparente luz no fim do túnel, a segurança para o envio das crianças para a escola novamente após tanto tempo longe, na outra semana nossa cabeça “fica quente” com tantas notícias preocupantes. Várias cidades retornam para as medidas restritivas, como São Paulo, Porto Alegre ou mesmo a vizinha Curitiba, que registrou aumento de casos de quase 50% comparado ao mês anterior.

Não existem outros meios se não o cuidado, para evitar que a Covid-19 continue se alastrando e atingindo a população de tal forma. Com as novas variantes, esse cuidado precisa ser ainda maior.

Especialistas acreditam, sim, que esses são os reflexos de um Ano Novo e Carnaval aglomerados, ainda que vários alertas tenham sido enviados para a população. Falta de informação nunca aconteceu, pelo contrário, o que sempre sobrou foram comentários “agora só falam de Covid, não tem outro assunto”.

Mesmo “falando só isso”, sobram notícias difíceis e tristes para serem dadas, como leitos em falta e familiares com dificuldade para internar seus queridos, como vemos diariamente em vários cidades brasileiras. Não muito longe, na última segunda-feira (22), a UTI da Covid-19 do Hospital do Rocio estava lotada.

Há ainda a preocupação econômica que tudo isso pode trazer e já trouxe. A debilidade financeira resultante de todas as paralisações de 2020 atingiram do pequeno comerciante de bairro até uma grande empresa, que se encontrava estável no mercado e hoje luta para se manter em pé.

Todos apostam que 2021 é o momento da virada, o ano de fazer diferente e dar certo; esperança, otimismo e empatia são as palavras para esse ano. Mas isso só irá acontecer se as mudanças começarem primeiro pelo nosso comportamento. Tivemos um ano para aprender, mudar e nos organizar, agora o que nos falta é colocar o plano em prática e não tudo a perder.