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Vacinação de profissionais da Educação deve começar e permitirá retorno gradativo das aulas a partir de 10 de maio

Em determinados municípios, onde há queda no número casos de Covid-19, o retorno das aulas de maneira gradativa já está previsto para a próxima segunda-feira (10); em Campo Largo ainda nenhuma instituição estadual irá retornar, informa a SEED

Foi realizada uma live para a imprensa paranaense na manhã desta terça-feira (04), com a participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, o secretário da Educação Renato Feder, secretário da Saúde Beto Preto e demais autoridades para esclarecimentos a cerca da vacinação de profissionais da Educação e retorno às aulas. Para algumas instituições, as aulas estão previstas para retornarem, de maneira gradativa, já nesta segunda-feira (10), o que representa cerca de 10% das instituições do Paraná.

Já de início, o governador do Paraná, Ratinho Junior, destacou que o Estado terminou o mês de abril com praticamente a totalidade da faixa etária dos 60 anos recebendo a primeira dose da vacina contra a Covid-19, resultado da organização da Secretaria de Saúde do Estado, regionais e Secretarias de Saúde dos municípios. “Além disso, o Brasil passa agora a ter um terceiro fornecedor, a Pfizer, que embora em volume menor, ajuda a avançar na imunização dos paranaenses. Sobre os profissionais da Educação, nós já temos cerca de 8 mil pessoas vacinadas, por terem idade superior a 60 anos e destinaremos mais 32 mil doses em um primeiro momento para a vacinação destes profissionais, que serão das redes municipal, estadual e privada do Paraná, sendo distribuídas de maneira igualitária entre as cidades, conforme a logística empregada pela Secretária de Saúde.”

Para a aplicação destas 32 mil doses, o Estado considerou profissionais que tenham idades entre 55 a 59 anos em um primeiro momento. Nas próximas etapas de vacinação, a aplicação será realizada por faixa etária e também em profissionais que estejam trabalhando em escolas com atendimento aos alunos. Vale ressaltar que na rede de ensino são 169 mil pessoas que compõem o quadro de colaboradores ligados à Educação. “As 32 mil doses para os profissionais da Educação, junto às doses das pessoas que possuem comorbidades já estão em Curitiba e começarão a ser distribuídas a partir desta quarta-feira (05) para as cidades paranaenses”, destacou o secretário de Saúde Beto Preto.

A Regional Metropolitana, na qual Campo Largo está inclusa, irá receber 10.275 doses, de acordo com divulgação do Estado, mas ainda não há uma divisão no número exato por cidades divulgadado para a imprensa. É importante que a população fique atenta aos comandos das Secretarias de Saúde sobre os esquemas que serão divulgados em cada cidade.

O governador disse ainda que o retorno às aulas se inspira em um estudo de 21 países que mostrou que a escola não é o canal de transmissão do vírus da Covid-19. Aproveitou para alertar sobre as reuniões de Dia das Mães, que acontece no próximo domingo (09), quando famílias se reúnem, ficam mais relaxadas e acabam se contaminando, o que tem sido visto com frequência por autoridades em saúde, desde o início da pandemia.

 

Retorno às aulas

A Folha de Campo Largo entrou em contato com a Secretária de Educação do Estado do Paraná para verificar se há retorno previsto para alguma instituição e foi informada que não há previsão de retorno para esta região, mas a população deve ficar atenta à evolução das aberturas das instituições e informações divulgadas.

No município, o prefeito Maurício Rivabem e a secretária de Educação Dorotéa Stoco devem se reunir na tarde desta terça-feira para discutir a cerca do tema.

Durante a live, o secretário da Educação, Renato Feder, destacou que todos os protocolos de biossegurança já vêm sendo elaborados há mais de um ano para garantir a proteção dos colaboradores que atuam nas instituições e de alunos. Eles compreendem, entre outras normativas, obrigatoriamente o uso da máscara, o distanciamento social de 1,5 metro, a aferição de temperatura na entrada, disponibilidade de álcool em gel, a autorização dos pais e a aplicação do modelo híbrido.

“No modelo híbrido, metade da turma vai uma semana e a outra metade na outra semana. Mas os alunos que estão em casa conseguem acompanhar as aulas pela internet, pois os colégios do Estado do Paraná já são 100% equipados com esta tecnologia, então acompanham em tempo real e conseguem fazer perguntas para os professores, por exemplo. Quando o aluno não tem acesso a um aparelho, por exemplo, nós daremos preferência para que ele fique diretamente acompanhando as aulas na escola, sem revezamento”, explicou Feder.

Há escolas que já estão em funcionamento no Paraná, inclusive estaduais e municipais, especialmente em regiões onde o contágio pela Covid-19 é menor. Nestes locais haverá abertura de mais instituições, pois, de acordo com as autoridades, a logística fica facilitada, pois envolve transporte escolar, alimentação e segurança destes alunos. Outra estratégia empregada pelo Estado será a abertura de instituições onde os alunos encontram mais dificuldade para acompanharem as aulas online, seja pela falta da internet ou aparelhos eletrônicos em casa. Outro critério é a análise de colégios com maior número de professores fora do grupo de risco. As secretarias da Educação e do Esporte e de Saúde ainda estão realizando o mapeamento dos locais.

“Nós vamos continuar com o monitoramento constante, diário e transmitindo através da imprensa oficial e imprensa paranaense os números de casos e óbitos como temos feito desde o início da pandemia. Temos tido excelentes resultados de vacinação e queda no número de casos, esse êxito é direcionado aos municípios que fizeram acontecer durante este período”, destacou Beto Preto. 

 

Retorno às aulas: também uma função social

Após um ano e dois meses sem aulas presenciais, o governador do Paraná trouxe uma perspectiva importante durante a transmissão da coletiva de impressa. “Existe um desejo do Estado, de professores, diretores e pais para o retorno às aulas. Primeiro por esses alunos estarem em uma pressão psicológica, distantes das salas de aulas há mais de um ano. Também pela qualidade do ensino. Depois por conta dos casos de agressão às crianças, tanto físicas quanto psicológicas. Quando a criança vai para a escola, é possível que por meio do trabalho do professor, aconteça também esse monitoramento”, destacou.

De fato, com o trabalho do professor é possível perceber e tomar medidas cabíveis quanto a encaminhamentos ao Conselho Tutelar ou autoridades responsáveis que possam auxiliar os alunos nesta situação, sendo assim uma importante função social das escolas e colégios.