Quinta-feira | 20 de Janeiro de 2022 22:56
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População pede providência urgente para a ponte no Três Rios

Moradores e pessoas que precisam passar pela ponte sobre o Rio Cambuí, na Rua Salmão, no bairro Jardim Três Rios, usaram as redes sociais da Folha de Campo Largo para questionar a falta de sinalização e proteção adequada no local.

Moradores e pessoas que precisam passar pela ponte sobre o Rio Cambuí, na Rua Salmão, no bairro Jardim Três Rios, usaram as redes sociais da Folha de Campo Largo para questionar a falta de sinalização e proteção adequada no local. Nesta terça-feira (11), o empresário Eduardo Mottin caiu com seu veículo no rio e ficou submerso. Apesar dos esforços da população e do Corpo de Bombeiros, que chegou a encaminhá-lo com vida para o hospital, ele acabou falecendo.

Em novembro de 2020 a ponte já tinha feito uma vítima. O carro colidiu com a cabeceira da ponte, capotou e fez com que Sueli Terezinha Ferreira de Andrade de Lima, de 46 anos, que estava no banco passageiro, falecesse.

Na publicação feita pela Folha de Campo Largo sobre o acidente desta terça-feira, moradores da região se manifestaram. “Quantas pessoas vão ter que morrer ainda para vocês ‘tomar’ uma atitude e arrumar essa ponte? Tirem o foco do centro da cidade e vejam também os bairros”, escreveu um leitor. “Aconteceu novamente, mais uma vida se foi, gastos desnecessários, lamentável, meus sentimentos à família. Passo de bicicleta por ali e sempre comentei, o perigo é eminente, assim como a ponte da Campina, não sei como ainda não aconteceu algo grave”, acrescenta mais um leitor.

Uma leitora reivindicou: “Já temos a promessa da reforma da ponte há alguns anos e nada é feito, infelizmente agora acontece essa tragédia, já é o segundo acidente em 14 meses”. “Estamos em 2022, gente. Essa ponte já era pra ter sido duplicada há tempos atrás e evitado esses dois óbitos recentes”, completou mais uma seguidora.

A Folha entrou em contato com a Prefeitura de Campo Largo, que respondeu por meio de nota: “Projeto para melhorias tem, sim. No projeto, contudo, um dos empecilhos para a execução é a necessidade de se interferir no curso do rio - o que está em estudo, porém, era também necessário que se terminasse a ligação com o Gorski para avançar com a referida execução.

Contudo, a Prefeitura está tomando providências e, inclusive, mantém diálogo com o DER já faz um bom tempo, pleiteando pranchas para a cabeceira da ponte. Além disso, importante dizer que, apesar de antigo, o local está bem sinalizado, ainda que a ponte seja bastante estreita. Salienta-se que uma das possibilidades para melhorias no local seja o uso de unidades celulares, como foi feito na Ponte do Taquaral. Contudo, no trânsito - e ali não pode ser diferente - é sempre importante que se redobre a atenção, se observe a sinalização e se reduza a velocidade”.