Quinta-feira | 16 de Setembro de 2021 18:22
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Nova tecnologia utilizada na Cocel tem permitido religar a luz de dentro da sede

Implantada gradativamente, a fibra ótica traz mais agilidade à realização de serviços

Parte da região central de Campo Largo e alguns bairros estão com rede de fibra ótica instalada pela Cocel – Companhia Campolarguense de Energia, que interliga os religadores automáticos da rede de distribuição de energia. Há pouco mais de um ano a tecnologia vem sendo instalada e aprimorada, atualmente com 13 religadores que já funcionam com esse sistema. Os equipamentos formam um sistema supervisório das instalações, permitindo o monitoramento da rede, a realização de manobras entre circuitos e a religação automatizada.

O presidente da Companhia, José Arlindo Chemin, comenta que a cidade está sendo pensada de forma inteligente e sustentável. “Primeiro o Led que instalamos e não sobe tarifa de iluminação pública na cidade. Hoje já tem mais de 150km com unidades em Led e estamos aumentando gradativamente, com consumo bem menor de energia. É uma lâmpada mais cara, mas que se economiza pela eficiência: 40% de economia de energia todo mês, além de ser outra qualidade e diminui serviço”, explica. Agora, com a fibra ótica sendo instalada, também estão disponibilizando essa rede para ajudar o Ciosp na integração das câmeras de segurança na cidade.

José explica que com esse novo sistema, a partir da fibra ótica, hoje conseguem fazer religação remota e dependendo da situação não precisa ir uma equipe até o poste de energia. Ele dá um exemplo de quando faltava luz em São João do Povinho, uma equipe ao ser acionada levava 40 minutos até chegar ao local, para então ver o problema e fazer a ligação. Hoje, na maioria das situações, consegue restabelecer a energia apenas com um clique no computador.

Os religadores hoje existentes foram implantados em locais onde observavam maior caso de falhas e quedas de energia, que podem acontecer simplesmente por cair um galho de árvore sobre o fio e “desarma” o sistema. A fibra ótica chega direto no equipamento que é a central de distribuição de energia em determinada região.

Para monitorar esse sistema foi criada uma central de operações, a qual controla todas as ordens de serviços comerciais (como ligações novas) e emergenciais, com o objetivo de alcançar maior agilidade e segurança na conclusão dos processos. Os operadores têm controle sobre o local exato das equipes que estão em campo, o que possibilita o encaminhamento de serviços às equipes que estão mais próximas do local - reduzindo deslocamentos, custos e tempo para execução. Os religadores permitem que o fornecimento de energia seja automaticamente restabelecido em casos de interrupções causadas por problemas temporários sem necessidade de deslocamento de equipe até o local do problema. Além de minimizar o risco de interrupções não programadas, caso os desligamentos ocorram o período sem energia tende a ser muito menor.