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Falecimento de Regina Paulart gera comoção entre os campo-larguenses

Quem teve a oportunidade de conhecer Regina Paulart sabe que ela era uma mulher de personalidade forte, verdadeira, solidária e bastante carinhosa. Características essas as pessoas lembraram nas publicações das redes sociais sobre o seu falecimento

Quem teve a oportunidade de conhecer Regina Paulart sabe que ela era uma mulher de personalidade forte, verdadeira, solidária e bastante carinhosa. Características essas que os campo-larguenses comentaram e deixaram registrado, especialmente nas publicações das redes sociais sobre a despedida da senhora de 69 anos, que faleceu em decorrência da Covid-19, após 41 dias internada.

“Foram mais de 40 dias de muita oração, que uniu pessoas de todas as religiões e isso foi muito importante, pois acalentou o nosso coração e trouxe refrigério para a nossa mãe, que estava internada”, contaram Paula e Mônica Paulart à Folha de Campo Largo.

Nascida em Bocaiúva do Sul, Regina morou em Canoinhas, Santa Catarina, e então em Campo Largo, onde estabeleceu sua vida e família. Era casada há 51 anos com Wilson Paulart, mãe de seis filhos – dois falecidos -, tinha oito netos e três bisnetos.

Esse jeito “mãezona” sempre foi bem marcante e Regina agia assim mesmo com quem não era da família. “Ninguém saía da casa dela sem tomar um café ou de mãos abanando, sempre com as mãos cheias. Como ela passou muita dificuldade na vida, ela sempre dividia tudo com as pessoas, doava alimentos dos armários da casa dela para os necessitados. Quando tínhamos a panificadora, chegavam pessoas que perguntavam ‘é aqui que a senhora doa alimentos para nós’, porque esse era um dom que ela tinha”, comenta Mônica.

“Ela era muito guerreira, sempre trabalhou muito, desde os 09 anos. Sempre empreendeu em comércios com o meu pai, mas lembro dela dizendo que não parecia a dona, porque ela fazia de tudo, lavava o chão, os banheiros, o que fosse necessário fazer. Ensinou todos nós a sermos assim também. Mas ao mesmo tempo era muito vaidosa e gostava muito de se cuidar, usar joias e fazer as unhas”, completa Mônica.

Ela realizou grandes sonhos na sua vida, que era ter uma casa na praia e ter bisnetos. “Ela pode aproveitar muito a Maria, que é a bisneta mais velha dela. Ajudava nas tarefas da escola, brincava e se sentia muito feliz e realizada. Ela adorava crianças e gostava de casa cheia, de festa, então elas se divertiram muito juntas”, diz Paula.

Regina faleceu no domingo de Páscoa, dia 04 de abril, e foi enterrada no dia seguinte, 05, no Cemitério Santo Ângelo, sem realização de velório, por conta da Covid-19. “Minha mãe chorava diariamente a perda do Adriano, que faleceu no dia 05 de abril de 2020, em um domingo à tarde, vítima de um infarto fulminante. Embora nós tivéssemos esperança na recuperação dela e oramos muito para isso, a equipe médica agiu para que ela tivesse o melhor tratamento possível, ela partiu no mesmo dia da semana, em horário parecido. É bastante doloroso, mas sabemos que ela está em paz, livre de dor e sofrimento”, emociona-se Paula.

A família agradece à equipe médica que cuidou de Regina Paulart no Hospital do Rocio, bem como as demonstrações de carinho dos campo-larguenses diante da perda.