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Comunidade escolar pede respostas sobre fechamento de salas de aula no Colégio Estadual João Ferreira Kuster

A comunidade escolar que compõe o Colégio Estadual João Ferreira Küster (CEJFK) está à espera de respostas da Secretaria da Educação do Estado do Paraná (Seed) e da Secretaria Municipal de Educação de Campo Largo sobre o fechamento de salas de aulas da instituição.

Por: Caroline Paulart

A comunidade escolar que compõe o Colégio Estadual João Ferreira Küster (CEJFK) está à espera de respostas da Secretaria da Educação do Estado do Paraná (Seed) e da Secretaria Municipal de Educação de Campo Largo sobre o fechamento de salas de aulas da instituição. Desde a fundação, o CEJFK encontra-se em dualidade administrativa com a Escola Municipal Alexandre Sávio – ambas as unidades escolares instaladas em prédio e terrenos sob domínio da Prefeitura de Campo Largo. Secretarias de Educação do Estado e Município explicam que acordos vêm sendo feitos desde 2018. Desde 2019, duas salas foram pedidas pelo Município.

“Acontece que desde que a Prefeitura de Campo Largo inaugurou o condomínio no Jardim Social, para mais de 450 famílias, várias crianças da Educação Infantil estão precisando de escola. Sabemos de casos de famílias que têm até três ou quatro crianças em idade escolar. Porém a Escola Municipal Alexandre Sávio não tem salas suficientes para todas. Então está pedindo nossas salas e nos dando sugestões como realocar nossos alunos no laboratório de informática, que conseguimos com tanto custo ou enviá-los para o Colégio Casemiro Karman, que fica a 2 Km, no bairro Rivabem”, diz Lenice Rebeca, presidente da Associação de Pais, Mestres e Funcionários do CEJFK (APMF/CEJFK).

Atualmente o colégio conta com oito turmas, sendo quatro no período da manhã, uma no período da tarde e três no período da noite (essas do Ensino Médio) e possui 255 alunos matriculados.

De acordo com uma carta aberta enviada pela equipe da APMF/CEJFK à Folha de Campo Largo, a instituição foi fundada em 1998 e grande parte dos alunos que estudam nela moram na região, não utilizando o transporte escolar, diminuindo a oneração para o Estado. “Pedimos que a situação seja revista, que haja visita in loco para melhor otimização e compartilhamento dos espaços e ambas as escolas continuem trabalhando da melhor forma para atender a comunidade escolar, pois sabemos que é possível sim. E se for realmente necessário, construir novas salas de aulas para atender os alunos do nosso bairro”, afirma a carta.
Sobre a realocação de alunos no Colégio Casemiro Karman, a APMF/CEJFK explica que a instituição faz parte do ensino em tempo integral e não são todos os pais que preferem essa modalidade de ensino. “Além disso, há ainda a distância e a dificuldade de deslocamento por mais 2km encontrada pelas famílias, que não querem deixar suas crianças saírem sozinhas todos os dias de casa”, ressalta a presidente da APMF.

O que dizem as mantenedoras
A Folha procurou a Secretaria Municipal de Educação de Campo Largo, que respondeu por meio de nota: “A Secretaria Municipal de Educação de Campo Largo esclarece que vem conversando com a Secretaria Estadual de Educação do Estado do Paraná e com o Núcleo Regional de Educação da Área Metropolitana Sul desde 2018 sobre os espaços em dualidade, visto a necessidade municipal da demanda de atendimento aumentado na Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. Várias reuniões foram realizadas, com tempo hábil para readequação dos espaços. Os alunos a partir dos 6º anos fazem uso do transporte escolar para chegar aos colégios. A Secretaria do Município encontra-se hoje em pleno diálogo com o Núcleo para solucionar as questões da melhor maneira possível. Salientamos que com o ensino remoto é possível encontrar meios para uma adequação que atenda positivamente a comunidade escolar. O Núcleo havia informado a Secretaria que as direções estão cientes da necessidade de adequação, bem como da necessidade do município de abertura de novas vagas”.
A Seed respondeu por sua vez que “não existe atualmente um planejamento de cessação Colégio Estadual João Ferreira Kuster por parte da SEED-PR, uma vez que principalmente é a única instituição de ensino que oferta o Ensino Médio Noturno. Porém, isto pode vir a ocorrer, caso haja a solicitação por parte da administração municipal de desocupação do prédio.
Com relação aos colaboradores, caso a cessação venha a ocorrer, informamos que atualmente há um total de 19 colaboradores lotados efetivamente na instituição de ensino, dentre funcionários/professores/pedagogos, e conforme consulta ao GRHS/SEED-PR, haverá possibilidade de remanejamento para outras instituições de ensino da Rede Estadual dentro do município de Campo Largo”.

Sobre a necessidade do uso de transporte escolar, a Seed respondeu: “Caso haja necessidade do fornecimento do transporte escolar, com base na opção da família, o deslocamento é fornecido por meio de recursos provenientes do Fundepar - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional, os quais são repassados à administração municipal para o gerenciamento local de frota”.

Questionada sobre a capacidade do Casemiro Karman receber um grande número de alunos, em caso de necessidade, a secretaria disse que “no entendimento da Seed-PR, caso haja necessidade de uso das salas de aula pelo município, o turno noturno - em que são realizadas as aulas para turmas do Ensino Médio no C.E. João Ferreira Kuster - não precisa ser transferido do local. Os outros cerca de 170 estudantes do Ensino Fundamental podem ser absorvidos pelo Colégio Estadual Casemiro Karman caso haja necessidade”, finaliza.
Comunidade escolar pede respostas sobre fechamento de salas de aula no Colégio Estadual João Ferreira Küster.

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