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Campo-larguenses falam sobre a motivação de morar fora do Brasil

Você já sonhou em viajar para outro país? Ou ir para outro lugar? Vários jovens realizam esse sonho e acabam morando em outro local.

Você já sonhou em viajar para outro país? Ou ir para outro lugar? Vários jovens realizam esse sonho e acabam morando em outro local. Segundo dados do Ministério do Exterior, 3,5 milhões de brasileiro emigraram nos últimos anos, sendo que o principal motivo que leva essa mudança é a falta de segurança, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha.

Em Campo Largo, a situação não é diferente, as pessoas estão buscando outros países tanto para passear como para morar. O fato é que geralmente as pessoas estão indo no intuito de buscar aprimorar suas habilidades no currículo e em muitos casos acabam ficando por lá mesmo.

Esse foi o caso da Mariane Merchiore, engenheira de produção, que viajou para estudar inglês durante 06 meses em 2019 e acabou morando na Irlanda. “O que me motivou a sair do país e ir para a Irlanda é que eu precisava aprender o inglês de forma rápida. Eu estava no último ano da faculdade e nos processos seletivos, os recrutadores pediam engenheiro com o Inglês fluente/avançado. No intercâmbio eu encontrei essa possibilidade de desenvolver”, explica.

A Irlanda é um dos países que mais recebe brasileiros. Segundo uma estimativa feita pelo Central Statisc Office em 2016, aproximadamente 13.640 brasileiros residiam na Irlanda, sendo que oito mil estavam na capital Dublin.

A estudante de enfermagem Etyene Lavall, que mora na Austrália, foi viajar com o mesmo intuito. “Meu objetivo era vir apenas seis meses para estudar Inglês. Tranquei a faculdade de Engenharia Química no Brasil e vim. Após os seis meses de intercâmbio, eu percebi que era pouco tempo e precisava ficar mais para conhecer o país e arredores”. A quantidade de brasileiros que vivem na Austrália não é muito diferente da Irlanda, o censo de 2011 já apontava que 14.000 brasileiros moravam no país, desse total 86% morava em Sidney.

A motivação é a mesma e as duas resolveram mudar de país. “Eu resolvi ficar permanentemente porque precisava me encontrar como pessoa e na profissão. A vida na Austrália é muito mais segura e melhor remunerada em qualquer área que você deseja trabalhar. Tendo força de vontade e coragem tudo funciona”, conta Etyene.

Já para Mariane, um dos pontos mais relevantes que a fizeram optar por ficar na Irlanda foi a qualidade vida. “Quando eu era intercambista, eu não trabalhava na minha área de formação do Brasil, eu trabalhei como babá, garçonete, lojista. Mas eu tinha um salário que eu conseguia pagar minhas contas, viajar, guardar dinheiro”, detalha.  Essas são alguns trabalhos que os irlandeses mais buscam para o visto de estudante: auxiliar de limpeza, barista, bartender, garçom/garçonete, assistente de cozinha, babá e  entregador.

Ela ainda complementa que outro fator importante para ela permanecer no país foi a segurança. “Principalmente como mulher, aqui eu não tenho medo de andar sozinha à noite na rua, pois me sinto segura, eu sei que nada vai acontecer comigo”, conclui.