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Agricultor investe em plantio incomum de oliveiras em São Luiz do Purunã

Uma plantação rara é a de oliveiras no distrito de São Luiz do Purunã, em Balsa Nova.

Uma plantação rara é a de oliveiras no distrito de São Luiz do Purunã, em Balsa Nova. Mesmo assim, alguns produtores investem nesse plantio incomum e se preparam para a colheita das azeitonas, que começa daqui um mês. Só depois disso, é que a fabricação do azeite de oliva pode ser feita. O produtor Flavio Pigatto é um desses agricultores e conta que tem cerca de oito mil pés plantados atualmente.

Apesar de não ser comum este tipo de cultura na região, o empresário explicou que considerou, por exemplo, a incidência solar no distrito, pois são necessárias no mínimo quatrocentas horas por ano. “Outra característica do local que chamou bastante a nossa atenção foi a altitude.

A gente tem algumas semelhanças com locais de boa produção de oliveiras, como é o caso de Mendoza, na Argentina, e da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais", contou. Quanto ao frio, segundo ele, estes quase quatro anos de produção mostraram que as oliveiras são resistentes. “Já chegamos a registrar temperaturas de seis, sete graus negativos e as oliveiras resistiram super bem. Inclusive oliveiras que tinham recém sido plantadas”, relembrou. Produção Na propriedade, são oito espécies da planta.

Com predominância de três, que estão apresentando melhores resultados na produção de azeite no Brasil. Como a colheita é manual, cada oliveira deve ter no máximo três metros de altura e na idade adulta, entre sete e oito anos, deve produzir em média vinte quilos de azeitona. Isso representa mais ou menos cinco litros de azeite por árvore. Já que o sol é tão importante para a produção, entre as oliveiras há uma distância de seis por seis metros, uma recomendação para que as árvores não façam sombra umas para as outras.

 

De acordo com Pigatto, ainda não é possível firmar com exatidão o volume de produção de 2022. Todavia, a expectativa é colher dez vezes mais do que no ano anterior. Isto é, chegar aos cinquenta litros de azeite de oliva. “O Brasil tem um potencial enorme. Produzimos muito pouco em relação ao azeite e à azeitona que consumimos. Não chega nem a 1% da nossa demanda. Mas, a gente ainda tem um consumo por pessoa inferior a países vizinhos. Essa seria, portanto, uma boa oportunidade, já que o azeite vem ganhando popularidade na culinária brasileira. É saudável, gostoso e há um potencial de crescimento desse consumo”, disse o empresário. Além de produtor, Flávio também é advogado. Ele comenta os benefícios da vida no campo: “Traz muita paz, muito sossego.

O contato com a terra é muito bacana. Então, você acompanhar o crescimento das oliveiras, constatar que o projeto deu certo, que a cultura se adaptou à região dá uma esperança muito grande. O plantio de todas as árvores praticamente fui eu que fiz pessoalmente nos fins de semana."