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Metaverso vai auxiliar jovens na Educação e professor fala sobre o assunto

Certamente o ambiente de aprendizagem será muito mais dinâmico, atraente e poderá colocar o aluno em contato com experiências diversas

Metaverso vai auxiliar jovens na  Educação e professor fala sobre o assunto

Certamente o ambiente de aprendizagem será muito mais dinâmico, atraente e poderá colocar o aluno em contato com experiências diversas, como, por exemplo, montar uma maquete virtual, participar de um experimento de laboratório como se estivesse presente, a visita a um museu histórico passando pelas galerias e ouvindo o professor explicar sobre as obras de arte, uso de jogos educativos e a possível integração de livros digitais ao metaverso. A opinião é do professor Renato da Costa.

“O tema metaverso diz respeito a uma realidade aumentada com a realidade virtual, ou ainda uma espécie de realidade virtual compartilhada. Para muitos, ainda um mistério, ficção científica, ou coisas do gênero. Mas, segundo especialistas, o metaverso permite experiências em espaços virtuais, como por exemplo nos videogames, o que já acontece há um bom tempo”, explica.
Renato é graduado em Administração, pós-graduado em Administração Estratégica, Mestre e Doutor em Administração, com estágio de Pesquisa e Docência na Universidad Jaume (Espanha), pós-doutorando em Gestão Urbana. É membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro associado da Academia Paranaense da Poesia, professor há 17 anos e escritor.

Segundo ele, a educação precisa estar mais conectada ao mercado de trabalho e, nesse sentido, o desenvolvimento de habilidades digitais e as chamadas soft skills (conjunto de habilidades comportamentais) passarão a ter cada vez mais valor no processo de recrutamento e seleção de pessoas pelas empresas. Outro ponto considerado positivo a respeito do metaverso, é redução das distâncias, pois permite o acesso remoto diminuindo as necessidades de deslocamento. “É um caminho sem volta e que, no longo prazo, poderá tornar a educação mais inclusiva”, acredita. Ainda assim, diz que a realidade brasileira está muito longe de favorecer o uso da ferramenta do metaverso.

O que dificulta o acesso a essa nova realidade é a diferença social no país, uma disparidade de acesso à tecnologia, à internet, por aquelas pessoas de baixa renda. “Escolas sem infraestrutura adequada, a falta de dispositivos móveis, tablets e desktops, e subsídio à internet por parte do poder público e a formação do corpo docente, são apenas alguns dos problemas existentes em uma lista já consagrada e repetitiva. É apenas o início de uma longa jornada e que requer mudanças pontuais e urgentes por parte do poder público em suas três esferas. Em relação aos professores, serão exigidas qualificações para trabalhar com a nova realidade que bate a porta, o que envolve mudança de atitude e comportamento. Afinal de contas, um cenário inovador requer experienciar e vivenciar as novas possibilidades, porém, muitas perguntas ainda permanecem sem respostas”, afirma.

Tecnologia e aprendizagem
Renato argumenta que o uso de ferramentas tecnológicas potencializa o processo de ensino aprendizagem das crianças e dos adolescentes, por conta do estímulo à busca de informações e em consequência, a formação do conhecimento. Segundo ele, as novas gerações já nasceram imersas em tecnologias e conectadas com o mundo. Os dispositivos móveis existentes como: notebooks, tablets, smartphone, smart speakers (caixa de som que utiliza assistência virtual), leitores de livros digitais, smartwatches (relógios de pulso digitais que suportam aplicativos), são exemplos conhecidos do público mais jovem.

“A educação tecnológica é capaz de engajar, motivar, estimular a sala de aula, aumentando a produtividade dos alunos, dando mais dinâmica à disseminação dos conteúdos, fazendo da escola um ambiente de criação. A nova geração não quer apenas aprender conteúdos por obrigação ou para cumprir as exigências curriculares, ela quer poder aplicar os conhecimentos em sua vida pessoal ou profissional”, exemplifica. Por outro lado, acredita que o avanço da educação não caminha na mesma velocidade que as mudanças da sociedade.

Ele comenta que o fato é que as práticas pedagógicas tradicionais estão passando por um período de transição, em que os professores, agora mais conectados, estão começando a se apropriar das tecnologias disponíveis. “Logo, a escola precisa propor desafios tecnológicos capazes de levar os alunos a observação, reflexão, questionamento, dúvida, argumentação etc. Ocorre que, muitos professores detêm para si o conhecimento do uso das tecnologias, mas possuem grandes dificuldades de transmiti-las aos seus alunos. Nesse sentido, a interatividade é fundamental durante o processo, sendo que o professor passa a ser um mediador na busca do conhecimento. Os alunos precisam ser protagonistas de suas histórias e, nesse caso, o uso das tecnologias na educação são fundamentais para a consolidação desse processo. O ambiente pedagógico não pode mais ser como antes, os tempos são outros e a inventividade pede passagem”, conclui.