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Excesso de faltas prejudica o bom andamento escolar e socialização dos estudantes

Manutenção de rotina de estudos compreende presença em sala de aula e retomada de conteúdos em casa

Excesso de faltas prejudica o bom andamento  escolar e socialização dos estudantes

Embora sejam taxadas de “básicas”, é sempre importante alertar às famílias sobre a necessidade da presença do estudante em sala de aula – independente do nível de escolaridade em que se encontra – e de uma boa rotina de estudos em casa. Com o inverno, manhãs geladas, problemas de saúde e mesmo a chuva pode interferir na decisão de enviar o estudante para a escola, porém, caso a caso deve ser pensado pela família, avaliado por um profissional da saúde para que o prejuízo seja minimizado.

A Folha conversou com a secretária Dorotéa Stoco e Adriana Carneiro, da Secretaria de Educação do município, que comentam que embora o número de evasão escolar e mesmo de faltas dos alunos da rede municipal seja baixo, é sempre válido o alerta aos pais. “Hoje o município não possui mais o ensino remoto. A pandemia nos trouxe muitos desafios e para serem vencidos dependem da força, união e ações conjuntas entre a família e a escola. Para amenizar estes problemas, essa defasagem deixada, precisamos estar atentos às aulas das professoras, evitar faltar, estudar e fazer as tarefas escolares, e os pais ou responsáveis devem participar ativamente da vida do estudante”, ressalta a secretária Dorotéa.

Elas ressaltam que o “não faltar” consiste em assumir um compromisso de desenvolver as atividades escolares e na dúvida, os pais podem procurar os professores ou entidade escolar – equipe pedagógica. O controle de faltas é feito inteiramente pela escola, que realiza relatórios periódicos. Ainda, é feito o controle via sistema, que alerta para quando o estudante excede o número de faltas, a instituição é acionada.

“Nosso índice de evasão escolar é muito baixo, porque as escolas fazem um grande trabalho de conscientização e acompanhamento constante junto às famílias. Mesmo quando há situação de faltas frequentes, há um protocolo estabelecido de procurar as famílias, realizar reuniões com os responsáveis, apresentar essa preocupação durante reunião com as famílias para entrega de boletim, por exemplo. O sistema utilizado hoje é o Sistema Educacional da Rede de Proteção – SERP, um sistema de buscativa de estudantes que não estão frequentando a escola, então se a criança tiver cinco faltas consecutivas ou sete alternadas, automaticamente aciona e a escola precisa dar um parecer. Isso envolve desde as reuniões já mencionadas, até o acionamento ao Conselho Tutelar, que são situações bem mais sérias, algo que já é feito desde antes da pandemia”, descreve Adriana.

O que acontece hoje, mais visto pela Secretaria, são casos de famílias contaminadas por Covid-19, por exemplo, em que todos acabam ficando impossibilitados de levar a criança até a escola, além das infecções que elas já estão suscetíveis no período. Entretanto, ambas destacam a importância de buscar atendimento médico quando a situação envolve um número maior de ausência para que essas faltas sejam justificadas – não serão abonadas ou “apagadas” do sistema.

Motivação para o estudo
“Para que a criança se sinta bem na aula, seja no CMEI ou na escola, ele precisa ter motivação, incentivo, o gosto de estudar – que muitas vezes falta – por meio da rotina e da estimulação”, ressalta Dorotéa. “Ainda que a criança precise faltar, hoje vivemos ainda com o isolamento social causado pelas infecções por Covid-19, por exemplo, e este é um período em que se tem mais doenças respiratórias que causam mal-estar e impossibilitam a presença, os pais podem trazer momentos de leitura deleite, jogos educativos e estimulação dos seus filhos, que é de extrema importância para o desenvolvimento desta criança”, reforça Adriana.

As representantes da SME destacam que o papel da Secretaria hoje é a recomposição das aprendizagens do período pandêmico, incentivando os profissionais a executarem um trabalho diferenciado, buscando atualizar e promover meios de troca de experiência, levar material que possa ser usado em sala, para recompor a aprendizagem da defasagem que ficou da fase da pandemia e o trabalho com a diversidade dentro de sala de aula – no sentido de nível de conhecimento dos alunos, considerando e respeitando a individualidade de cada um.

“Nossos estudantes estiveram por praticamente dois anos privados de uma educação formal – na escola, com a professora e os colegas – então, qualquer dia de falta traz prejuízo às crianças. A educação deve ser prioridade da família, principalmente neste momento. O estudante que falta, perde o conteúdo escolar, o convívio com os colegas, o ritmo, organização e rotina escolar e prejudica o gosto do estudo. A educação não é só papel da escola, mas da família, da sociedade como um todo. Todos nós devemos incentivar as crianças do nosso meio de convívio ao estudo”, destacam.